COISA DE BOLSONARO: ELE AFIRMA QUE SEUS INDICADOS SÃO INDICADOS POR COMPETÊNCIA.

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.

Durante sua campanha eleitoral como candidato da extrema direita, embalada precipuamente por fake news, em entrevista, Bolsonaro afirmou que não tinha que saber de todos os temas e prioridades dos Ministérios. Que era da competência dos ministros que cada um soubesse das particularidades de sua pasta.

Bolsonaro não precisava afirmar publicamente esta verdade que implicava a si mesmo. A maior parte do povo brasileiro já sabia. Bolsonaro passou quase trinta anos como representante legislativo e só apresentou dois projetos. Em sua contínua propaganda narcisa, ele não teve cuidado de expressar as notas de sua sabedoria. O que fez com que os brasileiros, sem precisar da escola sem partido, o avaliassem com nota sofrível. 

Hoje, aninhado, no Palácio do Planalto, se toma como glorificado por um superior saber: tem competência maior para conhecer a competência dos seus indicados. Se antes não tinha obrigação de saber das prioridades das pastas ministeriais, hoje, magicamente passou a saber. É o que ele anda propagandeando para seus adeptos. 

Indicou o parceiro de campanha o velho conhecido Carlos Victor Guerra Nagem, para o cargo de gerente Executivo e Segurança Corporativa da Petrobrás. O parceiro vai abiscoitar R$ 50 mil. “A seguir o currículo do novo Gerente Executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras: a era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!”, escreveu em seu Twitter.

Imaginemos. Ele afirma que “a era do indicado sem capacitação técnica acabou”. A glorificação dele atinge em cheio os governos populares Lula e Dilma, e mostra que seus indicados não tinha capacidades. Coisa profundamente mágica. Bolsonaro, com sua competência adquirida em uma semana, conseguiu ser mais competente que Lula e Dilma e seus indicados, mesmo com quase trinta anos de mandato se arrastando no Legislativo.

E mais, na graça da glorificação, ele afirmou:  “Peço desculpas à (sic) grande parte da imprensa por não estar indicando inimigos para postos em meu governo!”. Não podia indicar inimigos, porque os inimigos são muito diferentes de seus amigos. Os inimigos pensam e exercem a democracia. São posicionados em defesa dos trabalhadores, quilombolas, negros, índios, artistas, LGBT, mulheres, etc., todos que lutam por seus direitos fundamentais. Tudo que ele se posiciona contra.

Com sua competência, Bolsonaro jamais poderia indicar inimigos, visto que os que ele alcunha de inimigos, são os engajados na história humanamente sensível, epistemológica e ética. 

Coisa de Bolsonaro.

 

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