SE DEUS EXISTE MESMO COM TODOS OS ATRIBUTOS QUE DIZEM TER, ELE DEVE SE ESBALDAR DE RIR DOS QUE EXPLORAM O NOME DEUS

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.

Não precisa ser ateu para acreditar que Deus deve se esbaldar de rir dos que exploram seu nome para abiscoitar prestígio e grana. Não precisa ser ateu para creditar que para que um ser chegue a condição de Deus ele deve ter atributos superiores que um reles mortal não consegue atingir e compreender. O filósofo Spinoza sabe muito bem dessa óbvia verdade.

Não precisa ser ateu para acreditar que para se compreender Deus é necessário que o crente seja traspassado pelos atributos de Deus para que se efetue a semelhança. O que significa dizer, que ninguém chega à Deus carregado pelo mais baixo grau se conhecimento: o conhecimento do ter ouvido nebulosamente expressado pela superstição que gera, alimenta e mantém os vícios. Os vícios refletidos pela ambição, ira, inveja, desonestidade, hipocrisia, despudor, submissão, covardia, orgulho, avareza, ganância, estupidez, etc. Dominado por esses vícios ninguém chega à Deus, visto ser Ele o contrário de todos estes vícios. 

Não precisa ser ateu para saber e acreditar que nenhum viciado-moral, quando usa o nome Deus, não está se referindo ao próprio Deus, porque lhe falta semelhança com Ele. A semelhança que é a Potência-interior, Razão-Divina. Semelhança que os viciados tanto se jactam por imaginarem serem implicados nela. 

Não precisa ser ateu para saber que um ambicioso, puxa-saco, lambaio, desonesto, apedeuta, explorador, arrogante, boçal, otário, narcisista, etc., não está em Deus, porque se estivesse ele não seria Deus, mas apenas uma ficção criada pela imaginação supersticiosa desses ambiciosos e medrosos que em verdade são os verdadeiros ateus, posto que criaram uma figura-divina para se locupletarem de todas as formas. Pela ambição material e pelo medo covarde diante do pulsante-movimento que é a vida. Pulsante-movimento que em sociedade se materializa na Democracia. O regime político que se encontra implicado em Deus dado seu grau-absolto de semelhança.  

Como diz o filósofo Deleuze, perdida a semelhança-interior restou a imagem. Mas, em virtude dos comportamentos desses ateus, inferi-se que a imagem que eles têm de si mesmos seja o inverso da Imagem de Deus. 

É esse também um motivo de Deus se esbaldar de rir. Os caras e as caras imaginam uma imagem e ela é Outra sem imagem. 

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