MINISTRO DE BOLSONARO, ERNESTO ARAÚJO, TIRA ONIPRESENÇA DE DEUS E DE QUEBRA NEGA QUE DEUS SEJA BRASILEIRO

PRODUÇÃO AFINSOPHIA

A maior prova de que alguém não se sente ontologicamente situado no mundo como ser engajado na existência como comunidade humana, é se posicionar continuamente a procura de inimigos. Os inimigos surgem para esse alguém como uma forma de valorizar a si mesmo. Freud chama de observação paranoica. Os inimigos surgem como os que devem ser eliminados, pois são os males do mundo. Na verdade, o perseguidor é alguém subjetivamente perseguidos por suas dívidas e situações inacabadas.

Para todas as direitas e, mormente, a extrema direita, as esquerdas passaram a ser tidas como o grande inimigo do Brasil. Daí, porque elas se uniram para eleger um candidato fora do corpo-deviriano democrático. Um candidato com todo o pendor de continuar do que foi imposto aos brasileiros pelo golpe.

Seguindo a ilógica de perseguir inimigos o ministro de Bolsonaro, Ernesto Araújo, um especialista em declarações truncadas, resolveu metafisicar sua soberba para além da ordem teológica. Moveu o ser Imóvel, perfeito e infinito que é Deus do mundo. Retirou-O do território brasileiro. O que significa que o ser do infinito se tornou finito. Mas, para fantasiar sua anti-teologia, com deslocamento de Deus, acusou o PT de levar o país ao auge do ateísmo. Pergunta-se: que Deus é esse que em sua ausência o Brasil teve em sua história a melhor experiência em desenvolvimento e respeitabilidade mundial. Será que esse Deus do ministro era o responsável pelo atraso do país? Se for verdade, que ele nunca mais volte ao Brasil.

Mas, todo crente-real, sabe que o ministro se refere ao deus dos supersticiosos que são capazes de acreditar em kit gay e mamadeira com bico de pênis – para sublimar suas culpas sexuais – para eleger seu chefe do que aceitar a afirmação de Ernesto. O crente-real sabe que Deus jamais se deslocou do Brasil e continua onipresente entre o povo. 

Ernesto não ficou só no afastamento de Deus de terras brasilis. Ele, com sua afirmação para além da teologia, também mexeu com a nacionalidade de Deus tornando-O um apátrida ou refugiado em outras terras: expulso do Brasil, Deus deixou de ser brasileiro. E se pergunta: se Deus não é mais brasileiro, como fica a Seleção Brasileira de Futebol que acredita que toda vez que vai jogar ora, reza, para que essa enunciação- patriótica-teológica seja verdadeira?

Não se tem que se preocupar com as enunciações metafísicas pós-teológicas do ministro de Bolsonaro. Faz parte do corpo subjetivo dos que até já viram Jesus caminhando para um pé de goiaba.  

“Deus está de volta, e a nação está de volta: uma nação com Deus!”, clamou o Ernesto. Ernesto é mais onipotente que Deus: tira Deus e coloca Deus. E se o Haddad tivesse ganho, quem iria trazer Deus de volta? Pergunta inútil. Não precisaria, porque Deus nunca saiu do Brasil.

Enquanto isso, Deus se esbalda em gargalhada junto com o Filho, Jesus. E Jesus, se entalando com as gargalhadas, diz: “Pai que onda desse Ernesto. Como que tu estavas ausente do Brasil se no Natal nós estivemos juntos comemorando a quadra natalina junto com Lula, na Vigília Lula Livre? Olha Pai, tu tem que acabar com esse negócio-econômico dessa gente usar teu nome fora dos teus propósitos sagrados. Toma jeito Velho, tu és muito condescendente”. 

 

2 thoughts on “MINISTRO DE BOLSONARO, ERNESTO ARAÚJO, TIRA ONIPRESENÇA DE DEUS E DE QUEBRA NEGA QUE DEUS SEJA BRASILEIRO

  1. Qualquer um iria logo dizendo que esse grupo do Bolsonaro é todo de gente louca. Mas, isso iria tirar a beleza da loucura tão bem descrita por Erasmo de Rotterdam. Entao, eles não são loucos do tipo fora do mundo real. Ele são escravos do seu senhor, o fascismo. São racista que não admitem os outros no mundo junto com eles. O mundo ideal pra eles é o mundo só de ricos, brancos e com pensamento único. Não odeia a pobreza, odeiam gente pobre.

  2. Tocou bem a ‘lira’ Rosenir. “Se ninguém te elogia, elogia a ti mesmo”, diz o bom Erasmo que para nosso bem não é Carlos. O perigo dos nazifascistas é que eles são do tipo psiquiátrico passional: se passam por normais no meio social quando não são. E são constantemente perturbados em seus eus paranoicos.-destrutivos.

    Uma abraço afinado, Rosenir, para toda a família, inclusive à Martha Blu, Blu, Blu. Ela sabe.

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