FÁCIL UM TOQUE DO FILÓSOFO SPINOZA: AS DIREITAS ODEIAM A SI MESMAS POR SE SABEREM IMPOTENTES E INÚTEIS DEMOCRATICAMENTE, POR ISSO ODEIAM E INVEJAM OS DIFERENTES DELAS

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.

                                                                                                 “O amor é uma alegria acompanhada de uma causa exterior. O Ódio é uma tristeza acompanhada de uma causa exterior”

                 Spinoza.

A facilidade em entender o ódio das direitas é óbvia. Embora, ninguém deva compor com ele, já que trata-se só de tristeza. Só compõe com que também é dominado por afetos tristes. A impotência de ser.

Uma pessoa só pode amar quando compreende o que é uma causa adequada, “aquela cujo efeito pode ser percebido clara e distintamente por ela mesma”, diz Spinoza. Ao contrário, ela não poderá amar quando se encontra dominada por uma “causa inadequada, aquela cujo efeito não pode ser percebido por ela mesma”. A causa adequada resulta no aumenta da potência de agir de quem ama. Quem produz bons encontros com outros corpos que também são causas adequadas como afetos alegres. A causa inadequada resulta na diminuição da potência de agir de quem odeia. Quem produz maus encontros com outros corpos que também são causas inadequadas como afetos tristes. O indivíduo que encontra-se no mundo como causa inadequada é aquele possuído por ideias confusas, imaginações obscuras que são exteriorizadas como superstição. Impossibilidade de perceber as coisas clara e distintamente. Para ele, todo produto de sua imaginação é a realidade.  

A infelicidade é um afeto triste de todo padecente. Todo padecente é padecente por si mesmo, porque luta para manter seu padecimento como sua lógica de negar a vida. Em Deus-Sive-Natura, não há padecimento. Negar seu conactus como sua forma de perseverar na vida. O padecente sempre compondo tristeza, ele não sabe o que é alegria, por isso só compõe com quem também é dominado pelo afeto triste. Todas as direitas. Todos os significados burgueses. Todo burguês é triste, e sendo triste encontra-se impedido de compor com alguém que carrega a alegria como potência de agir aumentada. E como afirma Spinoza, onde predomina a tristeza não há inteligência. Inteligente é perseverar na vida.

Impotente, esse indivíduo odeia quem para ele conserva seu ser como afirmação da vida: toda pessoa que realiza bons encontros que resultam em aumento da potência de agir. O ódio é uma projeção-deslocada daquele que odeia para o objeto de seu ódio. Porque esse objeto surge para ele como superioridade. E essa sua superioridade externaliza sua insignificância, sua impotência. Dominado pelo afeto triste, insignificância, abatido em sua impotência, ele desdobra seu ódio em outro afeto triste, a inveja. Seu delírio maior, porque invejar é querer ser ou ter o que o odiado possui. Desejo impossível: impotente e triste, ele não pode ter o que o odiado tem, assim, como não pode ser o odiado, já que todos os atributos do odiado são produtos de sua causa adequada como ideias-afetos-alegres. Contínuo aumento de potência de agir. Assim, impossibilitado em seu ódio e vingança ele trama a vingança.

Como tanto o ódio, a inveja e a vingança são produtos dele mesmo, ele delira que pode destruir o objeto de seu ódio fora. Desespero total: é impossível destruir uma realidade-objetiva quando se encontra preso em sua obscuridade-subjetiva, porque trata-se de projeção-deslocada. Mesmo que se destrua o corpo-material, o corpo-afeto-alegre continua presente em seu atributos movimento, repouso, velocidade, lentidão, longitude e latitude: a potência de agir.

Assim, como o ódio é uma tristeza acompanhada de uma causa exterior, e essa causa exterior é resultante de outra causa exterior dominada pela baixa potência de agir, forma-se o encadeamento de afetos-tristes em forma de grupo, entidade, sociedade, partido político. Diante dessa realidade é impossível querer que um governo onde predomina o ódio como baixa potência de agir, falta de inteligência, em função da tristeza, possa produzir políticas alegres à população. Spinozianamente falando, não há como as direitas realizarem um governo democrático. Para quem encontra-se dominada pelos mais baixos-afetos como a ganância, a mentira, a traição, a hipocrisia, a luxúria, a gula, a ambição, o orgulho, o medo, a covardia, a avareza, o despudor, a amoral, a corrupção, a chantagem, a brutalidade, a ignorância, a prepotência, a vulgaridade, a estupidez, entre outros baixos-afetos, todos ideias inadequadas, ideias confusas, imaginação-obscura, que produzem a superstição, não pode produzir governo democrático-republicano.

O que permite extrair dessa dor a certeza que esses baixos-afetos são, em verdade, Fake news, mentiras usadas contra o princípio de realidade.

Onde não há aumento de potência de agir, predomina a mentira como tentativa de ser tomada como verdade da vida. Pura superstição.     

 

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