CRIME NA CATEDRAL: POLÍCIA AFIRMA QUE MATADOR PLANEJOU OS ASSASSINATOS. TODO PARANOICO QUER ADAPTAR A REALIDADE AO SEU INTERIOR

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.

A Polícia Civil divulgou que Euler Fernando Grandlpho que matou cinco pessoas e deixou outras feridas na Catedral de Campinas, São Paulo, havia planejado o ato desde o ano de 2008. A polícia ainda afirmou que a pistola que ele usou para cometer os assassinatos estava em sua posse ha dois anos. 

Os assassinatos sempre existiram. Porém suas formas é que mudam com o transcorrer dos tempos. Ideias e objetos, como forma de valores heterogêneos, são seus elementos de propulsão. Se Freud afirmou que a sociedade humana é um imenso sintoma a procura de sublimação, de acordo com o momento, o momento da sociedade atual brasileira é propício para essa sublimação. Principalmente a sublimação deletéria.

O filósofo Deleuze afirma que existem dois tipos loucura: uma paranoica e outra passional. Mas é preciso muita atenção da sociedade, ao perigo  que apresenta a passional. O indivíduo de estrutura passional passa muito bem por normal no meio social, mas pode a qualquer momento ser acometido de um impulso e passar de um estado tido como normal a um ato de destruição. Na verdade, todos tipos são paranoicos. Eles estão sempre conturbados por ideias perseguidoras que em seus delírios devem ser eliminadas por eles.

Diante desse quadro Freud, afirma que esses atos ocorrem quando a realidade satisfaz os desejos reprimidos que permitem que a fantasia torne-se realidade. Apesar da crítica de Deleuze sobre Freud, os dois se encontram aqui. O paranoico-passional quer mudar a realidade com seus delírios que foram alicerçados ainda em sua infância. Infância reprimida pela força de um pai profundamente castrador que possibilitou a criação, nesse indivíduo, de uma super-eu tirânico. A representação contínua do sentimento de culpa provocado pelo ódio ao pai. 

O Brasil sofre, atualmente, dessa ameça: há uma realidade disposta a realizar essas fantasias paranoicas. Por isso a profusão contínua de atos nazifascistas que querem pela força da violenta-irracional fazer com que a realidade-democrática se submeta às suas psicopatologias delirantes.

Nenhum brasileiro pode ser responsável pela infância dos nazifascista destruída, por seu pais. A sociedade brasileira não pode pagar pelo estado paranoico-passional desses tipos anti-sociais que querem sublimar suas aberrações psicopatológicas tendo a sociedade-democrática como somo suas metas tanáticas.   

 

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