BOLSONARO AFIRMOU QUE A PARTIR DO DIA 1° “A BARRA VAI PESAR”. SÓ NÃO SABE OS SEUS SEMELHANTES. VAI PESAR PARA A SENSIBILIDADE E A RAZÃO

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.

Bolsonaro recorreu mais uma vez ao seu refúgio-virtual para se relacionar com seus semelhantes, visto encontra-se impossibilitado por si mesmo de fazer uso da praxis comunicacional da sociedade civil: os meios de comunicação sociabilizados.

Ele tem motivo para se refugiar, pois foi como refugiado-virtual que ele, durante  campanha eleitoral, conseguiu colocar em funcionamento seus disparos de Fake News que lhe possibilitaram abiscoitar o cargo de presidente ocupado pelo grupo golpista que arrancou Dilma Vana Rousseff da presidência depois de ser eleita com mais de 54 milhões de votos democráticos. Golpe que ele mesmo participou e que lhe permitiu a escalada como candidato da extrema direita. 

Para a lucidez e a racionalidade, a fala de Bolsonaro é puramente tautologia: tudo que enuncia hoje, já enuncia há anos. Nada de novo. De tão anacrônico, não reverbera. Trata-se de clichê: a palavra desativada da potência comunicacional. Afetos imobilizados. Ditadura da afasia. Ecolalia. Em síntese, sua fala, “a barra vai ser pesada”, serve só aos seus semelhantes. A democracia, como sabedoria sensitiva e racional, sabe muito bem o que significa essa enunciação-imperativa.

“Esta chegando o grande dia:1° de janeiro quando iniciaremos o nosso governo. Mais do que nunca preciso de vocês ao nosso lado porque a barra vai ser pesada. Ninguém acreditava. Ninguém que estava no poder acreditava nessa vitória”, afirmou feita em seu Facebook, seu refúgio contra a comunicação democrática da sociedade civil

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