PRODUÇÃO AFINSOPHIA.

O mercador da superstição em forma de misticismo, senador Magno Malta, que se toma como pastor, concedeu entrevista ao site The Intercept onde tentou dissimular que não estava ressentido com seu guru, convicção da extrema-direita, uma das representações da subjetividade das ideia confusas, afetos tristes, como diz o filósofo Spinoza, ideias que não se mostram claras e distintas necessárias para a movimentação da democracia, mas não conseguiu.

O pastor Magno Malta, que não foi reeleito, fato que foi comemorado por muitos, segundo a jornalista Amanda Audi, se mostrou “muito abatido”. Mas para que os nossos notáveis acessantes confirmem ou não o afeto triste dominante do não reeleito, mostraremos alguns trechos de sua fala.

“A autoridade é dele, ele é o presidente desse país. A amizade não vai acabar porque durante dois meses da eleição eu achava que ia ser ministro e eu não fui ministro”, 

 “Você vê muita gente que falava mal dele, não pedia voto, e agora tá aí, se aproximando…”

 “como moscas perto do mel”. “A maioria é mosca de varejo. Ele vai ter que fazer acordo lá”.

E, então, o Magno está ressentido? O ressentimento é um dos piores dos pecados para quem faz o proselitismo da superstição julgadora e condenadora. Para o filósofo da vontade de potência, Nietzsche, o ressentimento é próprio dos reativos. Os que negaram a vida. Para o filósofo, o ressentimento se mostra na consciência reativa dessa forma: eu sofro, tu és o culpado.

Como predomina no mundo uma subjetividade ressentida, este é o dizer e estar do ressentimento dos iguais.