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Coordenada pelas Secretarias Setoriais do PT, a rede terá um telefone para atendimento às vítimas de violência e suporte de juristas para os casos
 04/12/2018.
Secretaria Nacional de Mulheres do PT

A Rede “Você Não Está Só” contará com um telefone para atendimento a vítimas de violência.

Os diversos retrocessos que o país vem sofrendo desde o golpe de 2016 que tendem a se intensificar com a eleição de Jair Bolsonaro são preocupantes. Um exemplo alarmante são os casos de violência que aconteceram durante o período eleitoral. Para enfrentar o próximo período, as Secretarias Setoriais do PT se uniram e criaram a Rede Democrática de Proteção Solidária.

A rede, nomeada de “Você Não Está Só”, contará com um telefone para atendimento às vítimas deviolência. As denúncias serão encaminhadas para um dos juristas cadastrados para que as medidas cabíveis sejam tomadas. Além disso, será feita uma campanha para informar sobre os procedimentos em casos de violência, e divulgação de locais e contatos que fazem atendimento especializado em cada estado.

A escolha do nome “Você Não Está Só” foi baseada no discurso do ex-candidato à presidência, Fernando Haddad, ao final do segundo turno, e tem como propósito passar a mensagem de apoio a todos e todas que se sentem ameaçados pelas possíveis consequências dos discursos de ódio do presidente eleito.

A Secretária Nacional de Mulheres do PTAnne Karolyne explica a criação da rede. “Ela surgiu por conta dos ataques que a nossa militância estava sofrendo antes, durante e depois da eleição e com esse instrumento esperamos salvar vidas nesse momento de tanta intolerância, ódio e desrespeito, e é também a forma do Partido mostrar que um vai segurar a mão do outro e dizer que a militância não está só”.

A rede de proteção foi aprovada pela Executiva Nacional do PT e na última sexta-feira (30) por unanimidade durante a reunião do Diretório Nacional do Partido.

Anne esclarece que, apesar da ideia da rede ser uma iniciativa das Secretarias do PT, eles também possuem como proposta fazer parcerias com outras frentes, redes e organizações que possuem os mesmos objetivos para que possam, juntas, garantir proteção social as manifestações e aos direitos de cada indivíduo .

Para o Secretário Nacional de Combate ao Racismo do PT, Martvs Chagas, o principal objetivo da criação da rede “Você Não Está Só” é “fazer com que militantes e ativistas sociais de todo o Brasil possam se sentir mais seguros dentro dessa onda de violência política que se acentuou durante o processo eleitoral em que pessoas perderam a vida por suas opções ideológicas”.

Ele atenta também para o fato de que “vivemos em um país democrático, portanto é um país em que se deve valorizar a vida e essa violência não pode ser tolerada”.

Segundo o Secretário Nacional da Juventude do PTRonald Sorriso, “as mortes de Mestre Moa e Charlione, os ataques a espaços LGBTs e as ameaças as feministas nas redes sociais foram motivação para propor conjuntamente, na reunião da executiva nacional, esta rede de proteção solidária. Era preciso pôr em prática o discurso do Professor Fernando Haddad sobre não estarmos sós, para podermos lutar sem medo”.

O Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT, Ivan Alex, reafirma que a escolha do nome “Você Não Está Só” não é apenas uma mensagem de apoio, mas sim uma ferramenta de garantia de proteção e segurança para que as pessoas possam viver suas vidas livremente e terem seus direitos assegurados.

A Secretária Nacional LGBTJanaína Oliveira, garante que a criação desse instrumento de combate a violência é de extrema necessidade para o momento em que o país se encontra. “O importante é que ninguém se sinta só, e que as pessoas saibam que tem outras pessoas ao seu lado nessa grande rede de proteção”.

Coordenada pelas Secretarias Setoriais do PT, ela será estabelecida na Sede Nacional do PT em Brasília. O atendimento a professores que forem ameaçados também está garantido na Rede de Proteção.

“Ninguém solta a mão de ninguém. Não vamos voltar para o armário. Nosso sobrenome é resistência. Lutaremos por nossos direitos”, finalizou Janaína.

Por Jéssica Rodrigues, para a  Secretaria Nacional de Mulheres do PT