Produção Afinsophia.

A maioria do povo brasileiro a lúcida e amada, sabe que Bolsonaro não passa de um caso grave de simulação de personalidade. Fingir ser o que não é, como diz o filósofo Baudrillard. Seu gestual fanfarrão, que direciona para um entendimento psicanalítico como histeria, só ilude dois tipos: os que precisam dele para exprimirem seus medos, insignificâncias e frustrações ontológicas, e para os que são iguais a ele em simulação. Como se diz na sabedoria popular, unha e carne.

O maior pavor de Bolsonaro era não fechar a eleição presidencial já no primeiro turno. Todos sabem o que ocorreu: não fechou. Por quê o pavor? Ele tem pavor de Haddad. Em seu vazio intelectual e em sua exasperação – brutalidade – ele sabe que diante do princípio de realidade toda sua simulação se desmancha diante da sociedade brasileira. Inclusive dos covardes que, por inércia ou indiferença, que não resolveram suas implicações edipianas,  simbolicamente gritam pela presença do pai cruel.

Agora, no segundo turno é cara a cara. Se correr o bicho pega se ficar o bicho come. Não é mais possível mascarar a estupidez. O pavor que ele tem de Haddad, é porque o candidato da democracia além de ser um homem com sensibilidade elevada, o que lhe faz ser amado pelas pessoas sublimes, e ter uma formação intelectual reconhecidamente invejável, tudo que o candidato da extrema-direita, apologista da tortura, representante do nazifascismo, não tem.

Na verdade, é ate um despropósito Bolsonaro se apresentar como alguém para debater com Haddad, visto ser uma total nulidade epistemológica e ética. Nada tem a oferecer tanto para seus imitadores-eleitores quanto para a sociedade brasileira. Mas nada se pode fazer: são regras do jogo eleitoral. A lei afirma a existência do debate, então há de tê-lo. O certo é que Bolsonaro não tem tempo para produzir autoconhecimento. Se em 61 anos não conseguiu, em poucos dias é que não conseguirá mesmo. Só um Deus conseguiria. Mas ele não é Deus, embora fantasie. E mais, eleição é negócio dos homens e mulheres, e não negócio da teocracia.

O certo é que Bolsonaro diante da cruel realidade, para ele, afirmou que não vai aos debates. Seus médicos Antônio Luis de Vasconcellos Macedo e Marcelo Echenique, aliviaram o apavorado candidato concedendo-lhe atestado médico para que ele não se apresente nos debates. Porém, afirmaram que a partir do dia 18 ele estará em condições. 

Enquanto isso, as redes de tvs que apoiam o candidato nazifascista, Record e Bandeirantes, segundo o jornalista Noblat, determinaram seus serviçais a realizarem reportagens contra Haddad. Atitude própria de falso jornalismo do estilo Goebbels, chefe da propaganda nazista.

Veja as datas dos debates e locais.

11/10 – Band – 22h

14/10 – Gazeta- 19h30

15/10 – RedeTV! – 22h

17/10 – SBT – 18h20

21/10 –  Record – 22h

26/10 –  Globo – 21h30