Após o candidato da extrema-direita recusar um pacto contra notícias falsas, o petista reafirmou sua defesa por liberdades individuais e democracia. “Não interessa uma eleição fraudada por mentiras”
por Redação RBA.
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Haddad falou, ao lado de governadores eleitos, sobre possível aliança com Ciro Gomes (PDT)

São Paulo – O candidato do PT a presidente, FernandoHaddad, reafirmou hoje (9) que sua principal “arma” durante a disputa do segundo turno será o argumento. “Sou uma pessoa de diálogo, sou professor. Não poderia ser diferente”, disse.

Ele lamentou a postura de seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), que recusou um pacto de combate às fake news. A entrevista coletiva foi concedida ao lado dos governadores eleitos Wellington Dias (PT-PI), Camilo Santana (PT-CE), Flávio Dino (PCdoB-MA), Rui Costa (PT-BA), além de Jaques Wagner, eleito ao Senado pela Bahia, e da presidenta da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

“Deveríamos ter um protocolo de não prejudicar a reputação das pessoas. Isso não foi aceito pela campanha dele.” Petista de diz preocupado como os seguidores de Bolsonaro que utilizam mentiras e discurso de ódio frequentemente para desmoralizar adversários. “Já tivemos 33 mensagens falsas retiradas da rede com autorização judicial só ontem”, disse.

“Temos de contar que a Justiça seja diligente. Quando ela atrasa a resposta, muitas pessoas já viram o material. Quando atrasam a providência, o mal está feito. Esse é o problema, tiramos as mensagens depois que milhões de pessoas já foram expostas a ela”, argumentou.

Haddad chamou a sociedade e a imprensa para ajudar no combate às notícias falsas. “Temos que combater com a ajuda da imprensa também. Não interessa uma eleição fraudada por mentiras (…) Estamos verificando todos os meios legais para termos mais agilidade para que não fraudem a vontade popular, porque isso é uma maneira de fraude.”

O petista reafirmou seu compromisso com a vontade popular e a defesa contra o autoritarismo. “Temos origens (Haddad e Bolsonaro) e tradições diferentes. Sou de tradição democrática. Cultivo a democracia e o respeito, a divergência de opiniões. São valores arraigados, não é algo novo. Defendo isso desde sempre: a liberdade das pessoas, o respeito. Não vou mudar por causa dele. Vou ficar no meu ambiente saudável, não vou para o dele. Fico com as liberdades individuais e o respeito às diferenças”, acrescentou.

Alianças democráticas

Antes de deixar o local da coletiva para se encontrar com o candidato do Psol à Presidência, Guilherme Boulos, que já declarou apoio a Haddad, o petista falou sobre possível aliança com o pedetista Ciro Gomes, terceiro colocado no pleito. “Deixamos nosso abraço ao Ciro. Um democrata que já declarou que vai lutar contra o fascismo. Uma voz respeitada e que queremos ter ao lado”, disse.

“Não é de hoje que Ciro tem uma grande trajetória de serviços prestados ao país, inclusive em nossos governos. PT e PDT governam no Ceará com muito êxito. Vamos repetir este êxito do Ceará no Brasil”, acrescentou.

O petista disse que conversou com o aliado histórico de Ciro, o filósofo Roberto Mangabeira Unger. “Disse que estou aberto a incorporar propostas compatíveis com nossos princípios. Nossas diretrizes são as mesmas. Soberania popular, nacional, direitos trabalhistas. Os dois programas são afinados e se pudermos convergir para um programa ainda mais robusto faremos com quem tiver disposto a lutar por estes valores”, finalizou Haddad.

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