Produção Afinsophia.

Triunfo da Morte.Pintura de Hieronymus Bosch

Há tempos que ocultam e tempos que desocultam. Há tempos de invisibilidade e tempos de visibilidade. Mas em todos os tempos elas estão entulhando o mundo. São as aberrações. As criaturas que foram impedidas na meta de suas formações filogenéticas e ontogenéticas. Impedidas filogeneticamente não podem produzir o estar-no-mundo ontológico. A existência em comunalidade democrática. Por isso, são criatura que se situam sob a ordem dogmática da zona escura.

Você passa por uma calçada, vai ao supermercado, ao futebol, à farmácia, à universidade, ao cinema, ao teatro, à igreja, anda de ônibus, espera em fila de banco, na parada de ônibus, transa, fala com a vizinha e o vizinho,  se reúne em filas do serviço público, senta em um banco de praça, participa de reuniões de sua família, se relaciona no trabalho, frequenta lugares variados e jamais percebe elas ao seu lado. Mas, elas estão presente em todos os lugares entulhando o território da aparência, como diz a filósofa Hannah Arendt. Entretanto, como diz o poeta, “por descuido ou fantasia”, você não vê-las em suas visibilidades.

Por força do ódio, a inveja e a vingança, seus principais afetos tristes que as fazem covardes, elas se protegem com o manto da invisibilidade que muitas vezes aparece como uma simulada cortesia e sociabilidade. O que na verdade, não é nada mais nada menos do que uma estratégia traiçoeira para lhe conhecer melhor para soltar sobre sua jugular com eficiência mortal, quando chegar a hora da vingança que ela tanto alimenta e espera em sua perversão odienta por se sentir inferior, insignificante, medrosa cuja violência física é a alucinação e o delírio que lhe concede a única ilusão para não sentir cara a cara como o logro de se sentir inútil. Pura indigência existencial expressa em uma existência malograda. 

Então, chega o tempo de eleição presidencial. Dominadas pelo ódio, inveja e o sentido exacerbado de vingança ela se mostra toda em sua visibilidade deletéria, ameaçando e violando tudo que for racional e social como signos democráticos. Como aberrações, se mostram, em suas imobilidades sensorial e cognitiva, sem qualquer pudor, decência, ética, racionalidade, sociabilidade. Nenhum signo de humanidade, onde cada ser compõem com sua potência a alegria de viver, viver bem em comunidade.

Se as potências democráticas não conseguirem dissipar seus intentos, elas triunfarão. Mas, triunfarão sobre seus próprios escombros, pois para elas não importa que elas também sejam dizimadas por suas forças psicopáticas. O que importa é que a democracia, como expressão humana, seja também exterminada. “Se eu não vivo, vocês também não devem viver”!

Esse é o amor do nazifascismo. A estética bélica. O triunfo do niilismo, como afirma o filósofo Nietzsche.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *