Produção Afinsophia.

Assim como a burguesia existe como tipo psicológico social definitivamente estruturada como corpo econômico,político e moral a partir da Revolução Francesa, em 1789, sua concepção-temporal, o individuo que sofreu impedimento (interferência de forças contrárias) em suas estruturas filogenética e ontogenética, que o faz  um tipo psicológico social atrasado, como diz o filósofo da Vontade de Potência Nietzsche, também existe há séculos espalhado pelo mundo. 

Trata-se de um indivíduo com impossibilidade de vivenciar a realidade como um corpo-social-objetivo constituído de matérias próprias que em sua singularidade, particularidade e universalidade só pode entrar em composição com os que atingiram os graus de racionalidade, sociabilidade, alteridade e responsabilidade. Em função de seu impedimento, uma espécie de censura, filogenético e ontogenético, que o deixou em estados de mistificação e mitificação do real, ele tem desta realidade apenas referenciais distorcidos em suas imagens-visuais e sonoras, sombras bruxuleantes, o que o impede de formar concepções reais deste mundo que possam ser expressadas pela linguagem socialmente estruturada como comunicação interpessoal e infra-pessoal. O diálogo consigo e o diálogo com o outro. O fundamento da práxis e da poiesis criativa de democracia.

Com os sentidos e a inteligência confusas, ele afirma Marx, quando o filósofo de Trier, diz que quem não sabe o que é politica vive no Estado sem saber o que é Estado. Ou, o mundo visto como abstração mostra a abstração daquele que lhe concebe. Neste quadro abstraído, confuso e distante, este indivíduo se configura claramente como um tipo psicológico social que é mais ameaça para democracia do agente de sua produção-política. Seu entendimento e suas reações são impulsionadas pelas corpos sequelados resultados de seus impedimentos filo e ontogenético. Seus conceitos políticos, sociais, morais, religiosos, antropológicos, sexuais, etc, destoam dos conceitos produzidos através de experiências reais na objetividade. O que confirma que seu entendimento do mundo exterior não passa de sua vida interior estilhaçada. 

Este tipo é na verdade uma psicopatologia social e encontra-se no mundo como discurso nazifascista. Ele emerge na sociedade livremente, sem qualquer pudor, em tempo de eleição, embora esteja todo momento reagindo em sua dor psicopatológica. Na França, na Alemanha, e outros países europeus, ele tem aproveitado este momento para atacar a democracia e impedir que a vida social seja regida pela racionalidade. Porém, como ele é só prospera onde predomina a força bruta, sintoma de sua irracionalidade, nas sociedades democráticas ele ele é logo afastado como perigo dado a Potência da Multidão, seu maior pavor.

Daí não haver qualquer mérito em Bolsonaro, candidato da extrema-direita e agente atuante do golpe identificado com a tortura, em conseguir essa maioria de eleitores que se identificam consigo, porque eles existem há séculos disseminados por todo o mundo. Um exemplo: se não fosse Bolsonaro o candidato que reflete esses vícios destrutivos, mas outro, estes eleitores votariam neste outro. O que eles querem é a ilusão de que são vistos e temidos pela sociedade. Ilusão em sua forma real, para às psicoterapias, porque nas suas naturezas são almas fragilíssimas por força de suas limitações sensorial e intelectiva. 

Como são minorias numéricas, que apenas fazem alardes vazios, seu candidato Bolsonaro,pode já ir se acostumando, não vai ser eleito, porque psicologicamente, o povo brasileiro é um tipo social saudável. É democrata.