HADDAD E A TRANSFERÊNCIA-PROJETIVA DE SEUS ENTREVISTADORES DAS DIREITAS CONSCIÊNCIAS CRISTALIZADAS PELO CAPITAL

Produção Afinsophia.

Os analistas democratas cometem um equívoco ao esperarem um comportamento racional dos entrevistadores (?) de emissoras das direitas frente ao candidato à presidência do República Fenado Haddad, representante da esquerda.

Querem eles, que esses entrevistadores possibilitem, em suas entrevistas (?), a práxis dialógica própria da democracia. Que façam perguntas e não interrogatórios paranoicos, e permitam o entrevistado expressar seu pensamento de forma livre, consciente e engajado com a sociedade brasileira. O que interessa em uma entrevista democrática.

Porém, nada dessa realidade racional-dialógica ocorre. O que predomina são as constantes tentativas de neutralizar o entrevistado para que ele, conturbado com a estupidez, possa se colocar à mercê de tais elementos traspassados por suas consciências cristalizadas concretizadas por forças imobilizantes próprias dos grilhões da ideologia-subjetivadora que os tornou sujeitos-sujeitados do sistema capitalista com sua semiótica-paranoica.

O que os analistas democratas tem que entender é que não se trata de uma simples entrevista (?) com seus pressupostos racionais que envolvem métodos de inferências linguísticas do jornalismo. Trata-se simplesmente de uma entrevista com caráter similar das psicoterapias, onde os comportamentos dos serviçais das empresas de comunicação (?) só vão realizar o fenômeno da transferência-projetiva que faz parte do método da psicanálise. O que impede que esses transferidores-projetistas possam se movimentar na ordem da racionalidade.

 Como a transferência é uma forma de comportamento-dual em que o paciente transfere para o psicoterapeuta seu interior, projetando seus sentimentos para neutralizar o outro, para que prevaleça sua vontade-fantasia, constitucional de seus eu, o que Haddad tem feito é exatamente o papel de psicanalista, ou psiquiatra, de seus entrevistadores. Haddad é filósofo e sabe muito bem que o diálogo é corpo real e racional da democracia e que ele só é produzido por aqueles que são engajados no mundo e o produzem através de suas estéticas e éticas, práxis e poieses. O que não é constitutivos desses serviçais da ideologia-subjetivadora do sistema capitalista. 

Daí, que Haddad sabe, como como político-filósofo praticante na mundanização a psicanálise, que existem dois tipos de transferência, como afirma Freud. Uma transferência positiva quando o psicanalisando se apresenta com uma fala cativante, concordante, contribuidora. E outra quando o psicanalisando se apresenta com uma fala discordante, agressiva e negadora. Nisso, ele sabe que ambas as formas de transferências-projetivas têm o mesmo objetivo: seduzir o entrevistado para que ele seja neutralizado e não possa exercer sua função. No caso de Haddad, apresentar os sintomas neuróticos e psicóticos psicossociais  gerados pelas forças castradoras das direitas golpistas, em sua forma mais psicopatológica, representada pela extrema-direita nazifascista; interpretá-los e possibilitar curas. Depois de interpretados em suas simbologias-sádicas, possibilitar a cura como consciente-democrático distante das forças reativas do inconsciente e do super-ego social-censurador.

Haddad se conduz envolvido por essa estética e ética, porque alcançou o grau do social e do humano como povo e filosofia que se dialetizaram, como mostra Marx, eliminando a separação para tornar-se povo-filosófico: aquele que constrói o mundo como práxis ativa de sua emancipação. 

Aos analistas democratas, nada esperar desses serviçais da ideologia-subjetivadora-incomunicacional, a não ser o já esperado: o já posto como determinação de classe.

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