Produção Afinsophia.

Logo depois da facada no candidato da extrema-direita e estimulador do golpe, Bolsonaro, seu filho, Flávio Bolsonaro, falou aos quatro ventos (ou cantos) que seu pai iria ganhar já no primeiro turno. Nós, aqui desse Afinsophia, que trabalhamos com os discursos filosóficos, psiquiátricos, psicanalíticos, antropológicos, econômicos, religiosos, estéticos, éticos, os discursos em suas multiplicidades, ou como dizem os filósofo Deleuze e Guattari, em sua polivocidade, escrevemos em um artigo aqui publicado, que isso não iria ocorrer. Sabíamos – com todos respeito a Deleuze e Guattari – que havia muito de resíduos edipianos na afirmação do rebento bolsonariano. O que lhe impedia de analisar o quadro geral das eleições e os candidatos, inclusive seu paí, diante da inteligência e racionalidade do eleitor.

Depois da facada, houve um psicodelismo de opiniões, em parte comandada pela mídia acéfala tendo em frente a Globo. Todos estavam esperando a revelação das pesquisas, acreditando que o povo é pura abstração e iria resolver, movido pelo sentimento de culpa social e grande grau de masoquismo, votar em Bolsonaro, com todas suas formas de discursos cultuadores de tánatos. Foi então, que foi divulgada a pesquisa do Datafolha afirmando o que nós havíamos escrito – com toda modéstia: Bolsonaro subiu, mas no seu nível de rejeição e não disparou na aprovação popular. Passou de 39% para 43% de rejeição.

O misticismo mitificado não foi impulsionado. Esse o problema dos mitos: são, na etimologia grega, meras estórias. É por isso que na etiologia psicanalista tem uma psicopatologia chamada mitomania: mania de mentir.  Aliás, uma psicopatologia de muitos agentes dos três poderes. 

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