1x1.trans - GGN: ESTERILIZAÇÃO E PENA DE MORTE FORAM DEFENDIDOS POR BOLSONARO PARA DIMINUIR A POBREZA
Jornal GGN – “Um homem e uma mulher, com educação, dificilmente vão querer ter um filho a mais para engordar o programa social deles”, disse o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), sob vaias e aplausos, durante encontro com prefeitos e vereadores, na última semana.
A fala expõe o discurso que o candidato da extrema direita assume publicamente desde 2013. “Só tem uma utilidade o pobre no nosso país: votar. Título de eleitor na mão e diploma de burro no bolso, para votar no governo que está aí. Só para isso e mais nada serve, então, essa nefasta política de bolsas do governo”, já afirmava no Plenário da Câmara, em novembro daquele ano.
“Tem que dar meios para quem, lamentavelmente, é ignorante e não tem meios controlar a sua prole. Porque nós aqui controlamos a nossa. O pessoal pobre não controla”, dizia, em outra declaração de 2013.
Na opinião do parlamentar, programas sociais como Bolsa Família e Bolsa Escola servem apenas para incentivar os pobres a ter mais filhos para receber mais benefícios. E apesar de já expor como deputado há cinco o tema, a sua opinião, de redução da população pobre no país, ou esterilização de pobres como forma de combater a miséria é vista, ainda, desde 1992.
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, naquele ano, em seu terceiro ano como deputado, mencionou: “Devemos adotar uma rígida política de controle da natalidade. Não podemos mais fazer discursos demagógicos, apenas cobrando recursos e meios do governo para atender a esses miseráveis que proliferam cada vez mais por toda esta nação”.
Em 1993, também em outra manifestação no Plenário da Câmara, Bolsonaro defendeu não só o “rígido controle de natalidade”, mas também a “pena de morte”, porque ele via “a violência e a mise´ra cada vez mais se espalhando”. “Quem não tem condições de ter filhos não deve tê-los. É o que defendo, e não estou preocupado com votos para o futuro”, já expunha.
Diário do Centro do Mundo recuperou três vídeos comprovando as manifestações públicas de Bolsonaro, hoje presidenciável, sobre o tema. Acompanhe: