Produção Afinsophia

A greve dos rodoviários que chegou ao seu sétimo dia hoje na não cidade de Manaus alterou momentaneamente  a vida das pessoas que dependem desse meio de transporte. Quando tudo parecia que os passageiros chegariam aos seus destinos tudo parou nos terminais de integração por volta das 06:30. Isso motivou a reação dos usuários que decidiram usar pedras e fósforos contra os não mais coletivos. 

São inúmeras consequências que uma situação dessa causa. Trabalhador que não chegam ao trabalho, consultas, operações, exames médicos que não são realizadas, um namoro não beijado e o povo fica a sofrer. Ele vai sublimando tensões. E a forma que ele, no meio de outras pessoas, usou, depois daquele 2004 em que depredou ônibus, caminhões e paradas de ônibus repetiu-se de novo hoje na não cidade de Manaus, na zona leste, contra os não mais coletivos e a insatisfação de gritos  de Fora Temer com direito a caixão, prende o Artur, Lula Livre e volta Dilma.

Num Estado e numa não cidade, onde todos seus deputados federais e dois senadores votaram a favor do golpe de Estado jurídico-midiático e muitos amazonenses vestiram a camisa da corrupta CBF estão vendo que a decisão tomada pelos golpistas contribuiu para a situação vivida na não cidade de Manaus que hoje cancelou aulas em escolas da rede Estadual, municipal e em universidades por conta da onda de violência que iniciou no período da manhã.

Pela reação dos usuários de ônibus, o prefeito da não cidade de Manaus, Artur Neto do PSDB não pode, jamais, pensar em reajuste de passagens para compensar o pagamento dos rodoviários de 5,5% aceito na negociação com os patrões, embora não tenha agradado ao presidente da categoria. Os passageiros além de reclamarem do preço do transporte, reclamam do estado de conservação dos ônibus que estão em péssimas condições.

A partir de amanhã, pelo acordo firmado hoje, os rodoviários voltam a trabalhar e terão que repor os dias parados, isto é, terão que pagar para o patrão o prejuízo dos dias parados. Além dos mais o sindicato vai ter que recorrer na justiça contra as multas recebidas. Um ponto positivo do sindicato foi que manteve no acordo que só 10% dos trabalhadores sejam contratados como horistas, a precarizaão do trabalho aprovada pelos golpistas. O reajuste será pago a partir de agosto.

A greve é um direito do trabalhador. Para sua implantação e instalação há critérios. Os transportes é um serviço essencial. Diz a lei de greve que beneficia o patrão que não pode paralisar 100% porque ela passa a ser abusiva e julgada ilegal.

No caso dos rodoviários eles chegaram a situação atual porque o poder público, especialmente a prefeitura não se posicionou para resolver o problema. Não encarou os empresários, claro, como diz Ginvancir Oliveira, com eles é tudo sorriso, afagos e como financiam campanhas eleitorais não é negócio contrariá-los, afinal são eles os prefeitos da não cidade de Manaus.