O Estado do Amazonas mais uma vez foi manchete deplorável no planeta Terra. Dessa vez não foi a polícia militar atirando num adolescente, nem os índices educacionais, mas o Prefeito de Boa Vista do Ramos, Emir Lima Mota (PSD), comprando o mandato do vereador Joaquim Teixeira Barbosa (PSC) para que assumisse o aliado do prefeito, vereador suplente, Rivaldo Anselmo, também do PSC.

A trama foi colocada para a opinião pública nacional porque um grupo de funcionários descontentes com o eleito resolveram expor uma das facetas desse despudorado,   que já fora afastado do cargo três vezes por suspeita de improbidade administrativa e tem retornado ao desmando da prefeitura amparado por liminares.Como sempre, as liminares do TJ-AM.

Para rebater as imagens divulgadas e vistas em toda a Terra, num telejornal de ontem, dia 16 de dezembro de 2011, o prefeito armou uma cena efetuando pagamento aos funcionários da prefeitura com dinheiro numa banca como forma de mostrar que pela ausência de bancos na pequena cidade do Ramos é comum tais pagamentos. Porém, o que não é comum,  é um agente público, rodeado de outros assessores receber tanto dinheiro e colocá-los por todas as partes de seu corpo, calhamaços de dinheiro.

O prefeito Emir Lima Mota, o despudorado,  do PSD, vem sendo questionado desde o início de sua administração o que já lhe rendeu cassação, intervenção na prefeitura por parte da câmara dos vereadores e ultimamente esteve na cidade um promotor do Ministério Público Estadual. E agora não só o  Ministério Público Estadual, mas também o Tribunal de Justiça e a Polícia Federal, porque o vereador Júnior Andrade do PT já recorreu à essas instituições para tomarem providências quanto a essa situação, porque segundo ele, a população de Boa Vista do Ramos passa por muitas dificuldades, e uma delas  é a falta de remédios básicos nos postos de saúde e no hospital da princesa do Ramos.

O despudorado mesmo tendo as imagens corrida o planeta Terra, juntou-se ao prefeito de Maués, Miguel Belexo, outro sobre quem pairam suspeitas de não residir no município devido estudar em Manaus bem como por improbidade administrativa, participaram de uma solenidade onde estava presente o governador Omar Aziz concedendo o “Prêmio Escola de Valor” para gestores e estudantes.

Sobre essa atitude cabe de nossa parte a seguinte indagação: Como pode um prefeito ser flagrado num ato de corrupção e no outro dia estar ao lado do governador do Estado e isso não provoca em ambos nenhum constrangimento? Não.

Cenas como essas já vimos anteriormente com outras figuras nocivas ao nosso país. E a essa prática chamam de corrupção. Quem subtrai  ilegalmente dinheiro do poder público ou privado ou usa de influência para se beneficiar é corrupto.  No Brasil, o ladrão, funcionário público ou privado, deixou de ser ladrão, ele é corrupto.  Comparando esse funcionário, corrupto de dinheiro público e um ladrão de galhinha, de pão, muitas vezes para suprir a necessidade de um filho que chora com fome, quem é que sai como o “indivíduo”, “meliante”, “elemento”, “desocupado”, “ladrão.” A “porrada”, desculpem o clichê, só sobra para os menos favorecidos.

Para os privilegiados, como por exemplo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, mentor e criador do PSD,  usou a fraude e a falsidade ideológica para constituir o partido. No Brasil todo, constatou-se que milhares de filiados eram “que nem o corupira”. Sabemos que existe, mas ninguém vê.  Mesmo assim, para o lado de Kassab voaram  governadores, prefeitos, deputados e vereadores. Agentes políticos, alguns remanescentes de partidos da direita reacionária que tem na corrupção sua marca deplorável e o PSD caminha para a manutenção dessa tradição de partido conservador, de direita, cometendo ilícitos como o da “Privataria Tucana”, que ele , Kassab sabe de muita coisa, pois foi vice-prefeito de Serra.

Em síntese, um prefeito do interior do Amazonas, do PSD, repete a fraude da criação desse partido, tendo como idealizador Gilberto Kassab, também investigado e hoje com seus bens bloqueados pela justiça, comandando, “administrando,” cidades onde sua população não vê serviços de utilidade pública como prioridade e sim, a ganância, o roubo, o furto e a intolerância. Por isso eles não se envergonham e por isso eles não se suicidam, como ocorre, por exemplo, no Japão, na maioria das vezes.