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A premiação promovida pela Editora Três, e as revistas Isto É Dinheiro e Isto É Gente que escolhe personalidades da política, esporte, artes e Economia, destacou a presidenta Dilma Bana Rousseff como a Brasileira do Ano.

Durante seu discurso Dilma, dedicou o prêmio aos brasileiros.

“Dedico esse prêmio aos 190 milhões de brasileiros que carregam este país”, discursou a presidenta.

Uma premiação sempre confronta os dois seguimentos: o que concede o prêmio e o premiado. Do que concede o prêmio acredita-se que ele possui pressupostos maiores que o premiado, visto que é ele quem o julga. Do premiado entende-se que ele teve seus pressupostos envolvidos pelos pressupostos do que concede o prêmio. Esse tem mais conhecimento do premiado que ele tem de si mesmo. Uma hierarquia platônica. Quem concede o prêmio nomeia.

O caso da premiação da presidenta Dilma escapa desses dois seguimentos. Ela aceitou a premiação apenas por cortesia, fato materializado por ser ela uma pessoa livre de vaidade. A premiação não engloba seus pressupostos políticos ontológicos. E a certeza se mostra no momento em que ela dedica o prêmio aos brasileiros. Aí sim, ela se encontra englobada.

Essa realidade não pode ser usada aos outros premiados que vaidosamente acreditam que a premiação eleva o premiado. Nota degenerada do glamour burguês.