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Na próxima segunda-feira, dia 24, a alcunhada cidade de Manaus comemora natalício. Alguns historiadores e não-historiadores dizem que são 342 anos. Mas para a Manaus que queremos não importa, visto que a cidade de Manaus ainda não existe. Portanto, não há motivo para comemorações. A não ser para os iludidos, os indiferentes e, principalmente, para os calculistas da prática da politicafrenia. O exercício doloroso de administrar a coisa pública sob a perspectiva patológica.

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Maquiagem de ônibus

Maquiagem de ônibus

Maquiagem de ônibus

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“Na semana passada já tivemos uma vitória : estive no Ministério Público do estado falando com a promotora de justiça Sheila Andrade e a promotora Ana Cláudia e elas acolheram nossos argumentos baseado em algumas fotos como estas aqui. Esta foto aqui mostra um ônibus de 2011 sendo pintado na garagem da Eucatur. Aqui outra foto que tiramos, assim estavam os ônibus maquiados e muitos deles são maquiados. Por conta disto a promotora, na terça feira dia 12, deu entrada em uma ação exigindo que não fosse aumentado os preços antes que estas empresas demonstrassem que realmente os ônibus que estão aí são novos. Então quero chamar atenção. Eles estão trabalhando com a seguinte questão: ônibus novo, preço novo. Não é verdadeiro isto, é uma mentira que estão falando pra nossa população. Por que posso garantir que com ônibus novos não se pode exigir que a população pague mais por conta disto ? Isto por que na planilha da tarifa os empresários colocam um item que é chamado depreciação que nada mais é que o dinheiro que eles pedem a população para que eles tenham a renovação freqüente dos ônibus. Então a população já paga para que os ônibus sejam renovados constantemente. Acredito que em torno de 25% de renovação anual deste ônibus, se este percentual está correto, significa que nos três anos que o Sr. Amazonino está na frente esta frota já deveria ter sido renovada em 900 ônibus, e por que não renovaram ? Por que a população paga por mês 1 milhão e 100 mil na tarifa para que este governo fiscalize este ônibus, e não eles não fazem que anualmente tenham os ônibus substituídos. ” Fala do vereador Waldemir José

Um exercício que, ao apanhar enunciações jurídica-administrativa-econômica-geográfica, traduz-se em cidade. Uma tradução que não reflete o que é urbe, os corpos matérias das cidades, ruas, calçadas, prédios, logradouros públicos, e corpus imateriais que constituem a verdadeira cidade: as relações afetivas de alegria de seus habitantes. Tudo que a alcunhada Manaus não expressa. Seus corpos materiais, como diz o filósofo Guattari, interpelam os habitantes, causando dor e tristeza, dado suas formas arquitetônica, estilística, histórica negarem a possibilidade de uma composição afetiva alegre. E seus corpos imateriais impossibilitam relações seguras de seus habitantes, porque essas relações dessa Manaus refletem os anseios das famílias que dominaram e dominam esse território através de suas particularidades pessoas. Uma cidade para elas manterem, iniciarem e preservarem seus privilégios materiais. Daí porque essa Manaus é uma não-cidade. Ela não expressa o encadeamento produtivo das potências de todas as famílias. Seu Direito Civil não é uma produção de todas as famílias.

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Luta pela moradia Leila

Essa não-cidade é um patético quadro que só serve nesta data para professores incautos obrigarem seus oprimidos alunos a “pesquisar” sobre a data ufanística e as chamadas autoridades exibirem um contentamento com outras intenções, nada democráticas. O que elas sabem muito bem fazer.

Por isso, diante dessa antidemocrática realidade de uma não-cidade que já nasceu sob a dor de seus pioneiros habitantes, índios, caboclos, mestiços, oprimidos pela força colonial e o capital estrangeiro, os movimentos sociais, luta pela moradia, pelo transporte público, economia solidária, as associações, como a Associação Filosofia Itinerante (AFIN), Associação dos Agricultores, Associação dos Educadores Populares, religiosos, estudantes, Cáritas, CNBB, SARES, transeuntes, parlamentares como o vereador Waldemir José  (PT), deputado José Ricardo (PT) e o deputado federal Francisco Praciano (PT), se encontraram em festa-produtiva na Praça da Matriz para lançarem a enunciação política-social-econômica: “ A MANAUS QUE QUEREMOS”.

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E aí, manos, a festa foi no palanque e na platéia-ativa. Falas, gargalhadas, incitações, cantos, tudo que uma festa estética-cidade pode realizar.

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Uma perspectiva filosófica de uma estética urbana que a não-cidade jamais provocou. Uma estética-cidade onde todos seus habitantes poiéticos possam ser criadores do processual do viver, viver bem e viver com todos. O pletos democrático. A Pluralidade-Una da sociedade dos amigos: a Democracia.

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Filósofo Marcos José

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Membro da Cáritas Antonio

Com essa estética-cidade há razão para festa, porque criar sua própria história é a verdadeira festa dos iguais, como pensa a democracia.

Temos reunidos hoje alguns movimentos sociais e parlamentares que continuam na luta para que nossa cidade possa ter uma vida melhor. Hoje uma grande luta é pela educação de qualidade. Hoje há uma grande quantidade de prédios alugados, inclusive motéis que foram alugados e transformados em escola, esta uma realidade da Zona Oeste da cidade. Temos também o grande problema do transporte coletivo e que aqui nós trabalhadores e trabalhadoras que usamos todos os dias e sabemos disto. E inclusive há reclamações de cidadãos cadeirantes, como o que falou comigo ainda a pouco e pediu para lembrar que entre vários outros, os ônibus que faz o transporte para o Armando Mendes nenhum tem o elevador funcionando.” António, membro da Caritas.

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Deputado Estadual José Ricardo

“Estamos aqui para apoiar a proposta de discussão de uma Manaus que queremos, uma Manaus que o povo merece, mas uma Manaus que tenha participação do povo, da sociedade, onde na administração pública tenha a participação do povo, principalmente nas discussões dos recursos e do orçamento. No Amazonas e em Manaus, que é administrada há 28 anos pelo mesmo grupo político, quando vamos falar de transparência, participação do povo, discussão do orçamento público as coisas se fecham e o povo não fica sabendo quanto é o dinheiro que existe para investir nas políticas necessárias para garantir qualidade de vida. E o povo também não sabe, pois não tem acesso e não é divulgado sobre o sistema de transporte coletivo.

Manaus é uma cidade não para de crescer e que cresceu a tal ponto pela falta de empenho dos governantes, pois não há espaço para moradia, de ter loteamentos populares, para que o mais pobre possa ter acesso. E hoje são muitos bairros que é difícil levar benefícios, pois não houve planejamento, não tem espaço, as vezes até para passar os ônibus. O poder público não tem projetos de habitação que contemplem os mais pobres, ou os que não tem renda. E Manaus que hoje é a 7ª cidade em população no Brasil com 1 milhão e 700 mil pessoas segundo o IBGE não tem um projeto de loteamento popular onde o cidadão possa procurar, ou a prefeitura ou o governo para comprar um terreno e depois buscar o financiamento com órgãos facilitadores como a Caixa Econômica. E na educação também percebemos que o que queremos para cidade precisa ser mais intenso, pois hoje o dinheiro que tem para educação é pouco e temos escolas com deficiência, temos a manutenção de mais de um terço das escolas municipais sendo prédios alugados e no estado não é muito diferente e os professores continuam lutando para ter o básico. No município há quase 15 porcento de desistentes por que parte das escolas nem espaço para parte de lazer tem.” Deputado José Ricardo

Coisas, pessoas, praças e assim 267Vereador Waldemir José

“Juntos nós temos ainda muito à construir para uma cidade que sirva para todos e para todas e não apenas uma cidade para as “minorias”. Como foi mostrado na apresentação do MCVE, um ponto importante para discussão é a carência da educação pública de qualidade, coisa que não acontecia há 40 anos atrás e hoje escola pública quer dizer escola para conquistar títulos e não para aprender a ser cidadão e dominar as técnicas.

Outro fato importante para ser discutido é que a menos de um mês a cidade de Manaus vêm berrando nas ruas por falta d’água. No Mauzinho há questão de 15,10 dias atrás 500 pessoas foram as ruas queimar pneus, chamar atenção das autoridades que lá não tinha água. Há 12 dias atrás no Jorge Teixeira, umas 300 pessoas foram as ruas dizer que não tinha água naquele bairro. Isto está virando uma rotina, sendo que uma das empresas que mais recebo reclamações é da companhia Águas do Amazonas. E há 10 anos atrás quando Amazonino privatizou a Cosama o vereador, na época, Praciano já dizia que se houvesse a privatização ia se tirar água da casa dos pobres, e foi isto que aconteceu. Eles não cumprem o contrato que eles fizeram. É comum vermos nesta cidade pessoas que recebem um salário mínimo e tem uma conta de água de 200 reais. Isto é um absurdo, pois água é uma questão de vida e não de lucro. A partir de hoje estamos junto com algumas entidades abrindo uma campanha em nossa cidade e queremos colocar em pauta a substituição da Companhia Águas do Amazonas. Nós queremos fazer um plebiscito e precisamos que a Câmara de Manaus vote que é preciso ter este plebiscito para que a população diga para o poder constituído se querem ou não Águas do Amazonas. Nós apresentamos este projeto de plebiscito das águas desde o dia 21 de julho deste ano e está parado na Câmara sem a consideração do presidente.  Então para aprovar este projeto só com uma força vindo da sociedade.” Verador Waldemir José

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Deputado Federal Praciano

“Nós temos que lutar juntos e gritar que não dá mais ficar com o transporte coletivo como está, pagando este preço; não dá mais pra sermos a cidade do encontro das águas e a gente não tem água. Nem administrar água nossos governantes souberam. Chega. Não dá mais de roubo de corrupção, de ver uma ponte de 500 mil se transformar em uma ponte de um bilhão e cem mil; não dá mais ver estádio de 600 milhões para franquia de eventos. Um dos maiores escândalos de corrupção aqui há 6 anos atrás se mostrou na Operação Albatroz (da Polícia Federal) onde o cara que tinha a chave do cofre do estado, o secretário de fazenda, Alfredo Paes,  foi preso e algemado por sua corrupção avaliada em 501 bilhões de reais por conta de licitações falsas, de uma quadrilha que envolvia muita gente. O processo correu em segredo de estado e o povo não podia saber. A justiça foi tão ruim, tão lenta que  este cidadão foi premiado.  Aqui nesta cidade hoje Alfredo Paes é o secretário de fazenda do Amazonino, sendo o dono do cofre do município. Chega de corrupção, de disperdício e falta de transparência, de transporte coletivo ineficiente.

No interior do Estado do Amazonas não tem um mamógrafo funcionando em nenhum município do interior. Cidadão do interior que quer tratar da aposentadoria e busca auxílio da previdência, não encontra no interior nenhum perito médico. Para estes governantes, cidadão do interior é cidadão de segunda categoria. Mas eles se acham os melhores, o governo da ponte, do Prosamin de 8 bilhões que não tem transparência. E a saúde… As farmácias populares em Manaus como estão ? Peguemos um dado. Palmas: 235 mil habitantes, capital do Tocantins. Manaus: quase 2 milhões de habitantes. Sabe quantas farmácias populares tem na cidade de Manaus ? 24 farmácias. E em Palmas com 235 mil habitantes ? 26 farmácias populares. Isto pois não entende que farmácia pro povo é importante, remédio pros aposentados, pro povo. E popular que dá desconte de 90%, 85%. Remédio de 20 reais sai por 1,50, outros de 300 reais você compra por 20. Sabe quantos municípios do interior tem farmácia popular. Só sete dos 61.” Deputado federal Francisco Praciano