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Em visita à Alemanha, o papa Bento XVI tentou, através da jornada de publicidade da Igreja Católica, mudar o panorama de acusações que sua religiosidade vem recebendo como objeto da imprensa e de parte da sociedade mundial, principalmente quanto aos casos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes. A pedofilia religiosa.

O mundo em que vivemos, apesar de seu progresso tecnológico, não parece estar ficando melhor. Há ainda guerra e terror, fome e doença, amarga pobreza e opressão sem misericórdia”, discursou o papa para 30 mil fiéis.

Tirando a metafísica “misericórdia” que, imaginativamente, desloca o homem da terra para um plano onde não há o sistema nervoso central e nem a razão, o discurso do papa lembra os posicionamentos de alguns religiosos envolvidos com as causas sociais que sempre perseguiram os trabalhadores e pobres. Mas logo em seguida seu discurso cai para um dos signos mais fracos da dogmática: o ‘homossexualismo’.

O papa confessou para seus fiéis que a Igreja Católica não aceita o casamento gay, e, como um general de campo, pediu para que seus crentes erradiquem o mal da sociedade e se mantenham distantes de uma fé que prejudica a igreja.

Em seu afã em defender sua igreja, o papa confessa equívocos banais. Fala em “fé que prejudica a igreja”. Ora, o papa não sabe que a homossexualidade jamais prejudicou – ou poderia prejudicar – a igreja. A grande prova é que existem inúmeros homossexuais católicos e felizes.

O papa, também homofobicamente, se mostra contra o casamento gay, o que, por relação direta, significa uma total exclusão da homossexualidade por desconhecimento. Se posicionando dessa forma, o papa leva seus fiéis a acreditarem que homossexualidade é apenas o envolvimento sexual entre um homem com outro homem ou uma mulher com outra mulher. Quando não é.

Homossexualismo, em seu significado etmológico-cultural, homo, igual, e sexual, expressão sensorial e intelectiva, significa a relação, em qualquer situação, de pessoas do mesmo sexo. Por exemplo, os militares na guerra estão em atitude homossexual, visto que suas relações são de homem para homem. Nas MMA, ou promoções UFC, as chamadas lutas livres, temos um verdadeiro espetáculo homossexual. Dois homens se agarram, se mordem, se chutam, se amassam, encostam suas partes pudendas na cara do outro, e nem por isso, tirando a violência psicótica das lutas, o papa chamaria de um espetáculo homossexual. Para ficar mais entre nós, o futebol masculino é também uma expressão homossexual. Assim como também o futebol feminino. E mais ainda, a vida no convento é homossexual. São homens convivendo com homens, e mulheres convivendo com mulheres, e nada dessas relações é condenável, posto que faz parte de um existir sacro-cultural.

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Em síntese, o papa, com suas imposições, confessa uma realidade que junto com outros, ele acredita. O papa não sabe, por exemplo, que existe uma forma de homossexualismo em que um homem vive com outro, ou uma mulher vive com outra, e nem por isso eles relacionam suas genitálias. Talvez tudo isso decorra que o papa não saiba que tudo é erógeno, assim como a razão.

E, em outra síntese, o papa também não sabe que casamento não é nada mais do que o suporte da democracia. Se os homens e mulheres não se casassem politicamente não haveria a democracia. Visto que a espécie humana é homo. Todos juntos pelo mesmo objetivo: a felicidade democrática.

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