EM DEZ ANOS O ESTADO DO PARÁ REGISTROU 219 ASSASSINATOS NO CAMPO, E QUASE NINGUÉM FOI PUNIDO

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O procurador José Marques Teixeira, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que participa de audiência pública sobre violência no campo na Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado, afirmou que durante dez anos 219 pessoas foram assassinadas no campo, com apenas quatro condenações e 37 caso não tiveram qualquer instauração de inquérito para apurar as mortes.

Um exemplo dado por José Marques sobre a lentidão e a dificuldade da Justiça agir em casos de assassinatos foi o assassinato do agricultor Antônio Francisco dos Santos, assassinado em Anapu, em 2002.

A delegacia só foi implantada em outubro de 2006. Até então, os inquéritos eram feitos de forma precária pela Polícia Militar.

A forma de apurar só milita no sentido de a impunidade seja sacramentada, ainda que pessoas acusadas de crimes sejam processadas”, disse o procurador.

Para Gercino da Silva Filho, presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, os principais motivos para a constante violência no campo que leva aos assassinatos de trabalhadores rurais são as grilagens de terras públicas, a ocupação ilegal dessas áreas e a extração ilegal de madeiras. Ainda segundo ele, uma forma de solucionar os problemas agrários são os mutirões judiciais que podem acelerar os processos e inquéritos sobre conflitos agrários.

1 thought on “EM DEZ ANOS O ESTADO DO PARÁ REGISTROU 219 ASSASSINATOS NO CAMPO, E QUASE NINGUÉM FOI PUNIDO

  1. Eu deixei um comentário a esse tema no JUSBRASIL, um excelente noticiário jurídico que recomendo a todas aquelas pessoas que querem estar atualizadas e bem informadas.
    Ali frisei que, em verdade o número 219 é o conhecido oficialmente por haverem sido registrados 219 acontecimentos… E os que não foram delatados ou não são conhecidos até hoje?
    É uma pena que isso aconteça na minha terra natal, o Pará.
    Ainda bem que os mandantes não são meus parentes indígenas, e sim, fidalgas pessoas, com bastante dinheiro para mandar e desmandar naquelas matas, desprezadas e até certo ponto, desconhecidas das autoridades.

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