ENQUANTO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE AMAZONINO CURTE A BALADA DE SEU ANIVERSÁRIO, OS ALUNOS “DANÇAM”

Alguns dirão que se trata de comportamento provinciano, o secretário de Educação do Município de Manaus, Mauro Lippi, aniversariar e mandar suspender as aulas dos horários da tarde e da noite para que os professores possam participar da balada narcísica. Mas não se trata de provincianismo, mas sim de estúpida prepotência de quem acredita que pode fazer e desfazer nas instituições públicas que, ao invés de serem um produto da sociedade, acabam sendo a propriedade privada desses que se arrogam superiores aos direitos constitucionais.

A arbitrariedade do secretário de Educação de Manaus é uma violência constitucional que atinge diretamente a sociedade manauara que, diante do ato natalício arrogante, passa como mera espectadora da história que ela deveria ser autora.

Alguém pode querer sintetizar, ingenuamente, a arbitrariedade natalícia como decisão pura simplesmente do secretário, mas não é. A arbitrariedade tem a participação direta do prefeito cassado Amazonino, que já tem um longo currículo no Amazonas de fazer uma administração de acordo com seus interesses e de seus apaniguados, sendo o resto da população apenas abstração. Administração antidemocrática que visa tão somente os benefícios das famílias daqueles que lhe prestam serventia.

Fosse o prefeito cassado um democrata, jamais teria permitido que essa violência contra os estudantes fosse executada. Ainda mais, sabendo do calendário anti-educacional das escolas do Amazonas e Manaus, onde constantemente as aulas são paradas por força de decisões dos dois governos, o que obriga professores e estudantes a estarem sempre submissos a cronologia desses governantes, não podendo organizar junto a suas famílias encontros de fins de anos.

Mas Amazonino faz dessas porque sabe que tem uma forte parceria com uma parte do professorado de Manaus com triste vocação para o capachismo. Um professorado com baixa auto-estima, que acredita que se torna importante quando sente os afagos dos governantes, mesmo não sendo reais, e sim calculistas. O “amor” no sorteio de um objeto qualquer. Recurso usado pelo prefeito para manter esses professores escravizados. Escravidão que eles gostam e lutam para permanecer no mesmo estado. Sofrível pragmatismo dos demagogos que encontram retorno nesses professores.

Nisso existe outra face dessa escravidão. É que além desses professores terem essa vocação para o capachismo, também carregam o desânimo que todo escravo carrega. Daí que quando são informados que não vai haver aula ficam eufóricos de alegria, ainda mais quando é um feriado oficializado, com a cumplicidade do secretário e do prefeito.

Todavia, tirando a violência consumada contra os estudantes, que ficaram sem aula, o bom dessa balada amazoniniana é a certeza que se o secretário realizou esse evento para se sentir amado, pode esquecer o intento amoroso, porque, como diz o filósofo Nietzsche, quem é escravo não pode ser amigo e quem é tirano não pode ter amigo. Na linguagem dos estudantes, escravo não ama, assim como tirano não pode ser amado.

Enquanto o secretário, o prefeito e o tal professorado vão à balada natalícia, a presidenta Dilma Vana Roussef vai praticando a política educacional como prioridade de seu governo irmanada com a política de combate à miséria.

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