MPE/AM VAI RECORRER DA TRAPAÇA DO TRE/AM A FAVOR DE AMAZONINO

Nessa quarta-feira (27), o Tribunal Regional Eleitoral no Amazonas (TRE/AM) foi unânime – aliás, como sempre – no não provimento do recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), contrário à diplomação do prefeito Amazonino Mendes (PTB) e do ex vice-prefeito de Manaus, Carlos Souza (PP).

Segundo o juiz Mário Filho, revisor do processo no TRE, não havia comprovação de que o recurso fora protocolado dentro do prazo, pois faltava o carimbo com a data do protocolo de entrada do recurso.

O procurador Edmilson Barreiros Junior checou com o procurador Jorge Michel, autor do recurso, e descobriu que na cópia recebida por este há data, sendo o erro do próprio TRE.

Erro? Para quem conhece as artimanhas grotescas que o TRE/AM faz sem o menor pejo para salvar Amazonino da cassação por compra de votos por distribuição de combustível na eleição de 2008, quando foi cassado pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, então presidente do pleito eleitoral, o ato não passa de mais uma trapaça.

Segundo o sítio do MPE, de posse de cópia do documento com o registro do protocolo, o órgão “vai aguardar a publicação da decisão para, durante o prazo legal, apresentar o recurso cabível”. Barreiros assinala a possibilidade de recorrer diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tudo o que Amazonino e sua turma do TRE não querem.

MPE/AM ENTROU NO TJ-AM COM AÇÃO DE IMPROBIDADE CONTRA AMAZONINO

E o MPE entrou na terça-feira (26), no Tribunal de Justiça do Amazonas, com uma ação contra o prefeito Amazonino por improbidade administrativa. Segundo o MPE, Amazonino não poderia ter nomeado o ex-vereador Ayr José, de seu grupo político, para o cargo de coordenador de Transporte coletivo no Instituto Municipal de Transporte Urbano (IMTU), uma vez que este não tem qualificação para ocupá-lo.

Nota: Uma defesa de Amazonino seria que até hoje nenhum coordenador deste órgão – isso também durante todo o tempo que se chamou EMTU – tinha qualificação e/ou competência para a função, haja vista a situação do transporte em Manaus. Assim, Amazonino poderia ao menos dizer: “Mas não foi só eu. Foi eu, o Braga, o Alfredo, o Carijó, o Serafim…”

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