AÇÃO PENAL CONTRA DEPUTADO QUE COBRAVA PROPINA PARA LIBERAR EMENDAS É ABERTA PELO STF

A boa vida de corrupção do deputado João Magalhães (PMDB/MG), junto com sua mulher, Renata Magalhães, e o lobista João Carlos de Carvalho chega ao fim. O Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o parlamentar corrupto, que estava sorvendo o dinheiro público na própria Câmara dos Deputados, e abriu ação penal contra o meliante, que fazia uso do dinheiro através de propina.

A trama do deputado era muito clara e fácil. Ele vendia emendas parlamentares do Orçamento da União que iriam favorecer municípios mineiros. Um lance comum. Por sua trama, o deputado pedia nada mais do quê o valor de 10% a 12% das verbas liberadas através das emendas parlamentares. Uma jogada simples, e muito eficaz, e que ajuda certos corruptos do parlamento a se tornarem gente rica e de “bem”.

O João foi descoberto em sua cobertura propineira, através da Operação João de Barro, executada pela Polícia Federal em 2008. A trama chegou a ser apurada pela Corregedoria da Câmara, mas ficou nisso. E João, que de bobo só tem o nome, nas eleições de 2010, não deu outra: foi reeleito como um probo parlamentar.

Mas o STF resolveu segurar o John, determinado como relato da ação penal o ministro Gilmar Mendes, aquele que em apenas 24h concedeu dois habeas corpus para o inimigo número 1 das finanças públicas do Brasil, Daniel ‘Orelhudo’ Dantas.

Agora o STF vai realizar novas diligências para apurar as informações, e, se for julgado culpado, John pode ser condenado criminalmente. Mas para isso o relator Gilmar Mendes tem que dar seu parecer favorável à União.

Vejo a presente justa causa para o processamento. O ato descrito é típico e existe todo um conjunto probatório apto a sustentar a tese do Ministério Público”, afirmou o ministro.

E agora, João?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *