Nas campanhas anteriores, todos que devolviam uma arma tinham que dar informações pessoais como o número do CPF, o número da conta bancária, para o governo depositar o valor da transação. Agora, na nova campanha de desarmamento, que começa no dia 6 de maio, e deve durar até o fim do ano, todos que entregarem uma arma de fogo não precisam conceder nenhuma informação. O governo não pretende conhecer a procedência da arma, o que importa é o ato de entregar para ser menos uma arma circulando na Brasil.

O pagamento que continuará com o preço, dependendo do modelo da arma de fogo, variando entre R$ 100 a R$ 300, vai ser realizado através de um protocolo que o entregador da arma de fogo vai receber no ato da entrega para retirar o dinheiro no banco. Com o anonimato do entregador, o governo acredita que vai haver muitas entregas.

A nossa intenção não é saber a procedência da arma”, disse Regina Mikki, secretária nacional de Segurança Pública, depois de participar da primeira reunião do Conselho de Desarmamento.

A campanha de desarmamento não vai pagar entrega de munição. É que, segundo Luiz Paulo Barreto, secretário executivo do Ministério da Justiça, a legislação não prevê indenização por entrega de munição.