A polícia militar de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana, como já é comum quando ocorre em manifestações por melhorias profissionais ou reivindicações populares, fizeram uso de cassetetes, bomba de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra estudantes que ontem, dia 17, protestavam contra o aumento da passagem de ônibus que no último dia 5 passou de R$ 2,70 pata R$ 3.

Explicando o motivo da truculência policial, o capitão da Polícia Militar Amarildo Garcia afirmou que a ação foi necessária para restabelecer a ordem na frente da prefeitura, já que os estudantes quebraram a ordem.

Houve a quebra da ordem. Eles incitaram contra a Polícia Militar, quebraram o alambrado, quiseram invadir a prefeitura. Jogaram rojão e pedra contra a prefeitura”, ajuizou o policial.

Durante a violência, um estudante teve o nariz quebrado por policias no momento em que foi imobilizado e que os policiais lhe aplicavam vários chutes. Para justificar a ação violenta, o capitão Garcia afirmou que o rapaz havia ferido três policiais com uma bandeira.

Mas não foram só os estudantes que sentiram o peso da pressão policial. Dois vereadores do Partido dos Trabalhadores (PT), Antonio Donato e José Américo, também foram vitimados pela fúria da polícia.

Fui tentar impedir a loucura da polícia. Atirar contra jovens desarmados é um absurdo”, protestou o vereador Donato.

Os estudantes, mesmo com toda a repressão, afirmam continuar durante toda noite em vigília na frente da prefeitura. De acordo com Nina Cappello, uma das dirigentes do Movimento Passe Livre, a manifestação visa pressionar a prefeitura a negociar um valor menor para a passagem.