1x1.trans - JUSTIÇA CHILENA VAI INVESTIGAR A FORMA COMO ALLENDE MORREU

As circunstâncias da morte do ex-presidente do Chile Salvador Allende serão pela primeira vez investigadas. Salvador Allende encontrava-se no Palácio La Moneda, resistindo ao golpe perpetrado pelos Estados Unidos através da CIA, e executado pelos militares, quando foi dado como morto pelos militares que invadiram a residência presidencial para prendê-lo.

A ditadura militar, que permaneceu no poder de 1973 a 1990, representou o mais cruel período de terror da história do povo chileno. Os agentes da ditadura, comandada pelo imperialismo norte-americano, prendiam, sequestravam, torturavam e matavam todos os que eles consideravam suspeitos como opositores do sistema.

Depois que foi dado como morto, militares divulgaram a versão que Salvador Allende havia se suicidado. Porém, pessoas muitos próximas ao socialista presidente do Chile afirmam que ele jamais tomaria essa decisão. A própria história de Allende sustenta essa opinião. Allende sempre fora um homem engajado nas causas socialistas que historicamente tem o povo como personagem principal na construção de uma sociedade justa e jamais tomaria uma atitude individualista como a escolha do suicídio em plena luta contra a opressão de seu povo, comentam.

Beatriz Pedrals, da Justiça Fiscal, é a responsável pelo pedido da abertura do inquérito, cujas investigações ficarão a cargo do ministro Mário Carroza, do Ministério Público do Chile, para quem a missão será “de enorme responsabilidade”. Carrozo disse que vai analisar todos os documentos do período da repressão militar, e vai também ouvir os integrantes da Polícia de Investigações (PI).

A decisão de investigar judicialmente as circunstâncias da morte de Salvador Allende partiu quando Sérgio Muñoz, ministro da Suprema Corte do Chile, resolveu modificar a forma como o assunto vinha sendo tratado ao longo dos mais de 37 anos passados da morte do presidente chileno. O ministro determinou que todos os processos referentes a mortes por violação dos direitos humanos fossem abertos para serem examinadas as circunstâncias dessas mortes.

Com essa os militares linha dura, muitos remanescentes da ditadura, que apoiaram a candidatura do presidente atual do Chile, Piñera, não contavam. Quem sabe até o próprio presidente…