Eu tenho Sete Espadas pra me defender
Eu tenho Ogum em minha companhia
Ogum é meu Pai, Ogum é meu guia, Ogum é meu Pai
Eu vivo com Deus e a Virgem Maria

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E mais uma vez o ‘casuá’ de Pai Joel de Ogum, que é conhecido como o Pai Joel do Zé Malandro, estava organizado para mais uma festa, mais um ano que se inicia, trazendo as obrigações internas de toda casa de culto afro-brasileiro, assim como os trabalhos para o povo e as festas públicas, como essa que foi uma festa para Seu Pena Verde e foi a festa de abertura das atividades da casa.

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Como sempre, a festa começou animada e na força da corrente abençoada as rezas preencheram o ambiente com alegria e devoção dos filhos da casa, de todos os convidados, todos os presentes.
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Sou filho de Umbanda, tô chegando agora
Saravá Ogum, Iemanjá, minha senhora
Filhos de umbanda salvem a estrela guia
Salvem os pretos-velhos que chegaram da Bahia
Vou bater cabeça no pé do congá
Vou pedir axé pra Ogum e Iemanjá

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Nessa atmosfera, Seu Zé Malandro veio logo para animar mais ainda a festa com seu gingado suave e ligeiro, cada vez mais apurado, de velho sambista da Mauá, enquanto presenteava a todos com suas rezas e seus sambas.
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Seu Zé conversou com este bloguinho e fez sua avaliação do ano passado e distribuiu suas bênçãos aos filhos, aos presentes e todas as pessoas que cultual ou simpatizam com os cultos afro.

Só tenho a agradecer pelas coisas boas que aconteceram. Esse ano começou meio difícil, mas vamos vencer, porque quem tem fé tem tudo, quem não tem fé não tem nada. Eu espero que Oxalá abençoe todos os filhos esse ano, dando paz, saúde, firmeza, sabedoria, tranquilidade, que eles estejam presentes, praticando a sua caridade. Que Oxóssi dê muita fartura! Que senhor Ogum, que rege nesta casa, abra todas as portas para que cada filho, presente ou ausente, entre em caminho correto. Que senhora Oxum, que é o segundo santo da casa, dê riqueza a todos, principalmente riqueza espiritual, que é mais importante para a gente conquistar tudo de bom no nosso caminhador.”

fotoO explendor da Caboca Brava, na cabeça de Giuliana, filha carnal de Pai Joel

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Caboco mora na folha
Na folha ele se criou
Caboco cresceu na folha
Na folha se batizou

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Seu Pena Verde, o homenageado da festa, com Seu Zé ao lado

Enquanto diversas outras entidades vinham chegando, Seu Zé, numa descontráida conversa que tivemos com ele, compartilhou sua sabedoria, brindando-nos com dois aforismas, dois provérbios de sua lavra da malandragem…

Malandro que espera defunto morrer pra ganhar o sapato é melhor andar descalço.

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Os galos que cantam hoje ainda ontem eram ovos.

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fotoSeu Mineiro chegando com todo o seu vigor

E então o terreiro já estava repleto de diversas entidades, que se revezavam à frente do tambor para receber os aplausos dos presentes e distribuir as bênçãos a partir de seus pontos cantados com ritmo e axé.

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Ao lado de Seu Pena Verde, Marinheiro Júlio vem pela praia

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fotoSeu Mineiro, Marinheiro Fernando e Dona Mariana

Seu Flexeiro me disse que na sua aldeia não falta caboco
Seu Flexeiro me disse que na sua aldeia não falta caboco
Ele pisa e no rastro do outro o caboco
Ele pisa e no rastro do outro o caboco

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Seu Flexeiro ao lado de Seu Mineiro
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Então chegou a hora de todos cantarem e exaltarem a bravura de Seu Pena Verde na cabeça de Elenice de Iemanjá.
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E Seu Pena Verde passou ao ritual em que todos acendiam uma vela e recebiam, segundo sua escolha, uma de suas frutas. Enquanto isso, colocamos as palavras de Elenice sobre seu pai.

Tem cinco anos que eu trabalho com meu caboco Pena Verde, e também sou feita no santo há dois anos, como filha de Iemanjá. Esse caboco rege a minha cabeça na linha de Oxóssi. Seu Pena Verde é um índio, é um caçador, é um caboco muito conhecido dentro desse Amazonas. Agora estou aqui no terreiro do Pai Joel, trabalho com cura nesse roçador.”

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Eu sou índio
Eu sou índio
Caboco da pena real
Eu sou caboco Pena Verde
Eu sou índio
Pena de arara real

fotoCaboca Ita escolhendo sua fruta predileta

Pai Joel 36 1x1.trans - SEU PENA VERDE NA ABERTURA DO TERREIRO DE PAI JOEL

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●●● PAI JOEL DE OGUM ●●●

Rua São Marçal, nº 619 — Cidade de Deus (Manaus-AM)

Telefone: (92) 9142-8873