PESQUISA VOX POPULI FRAGMENTA A INTELIGÊNCIA DA DIREITA

Quando Piñera, candidato da direita chilena, e do agrado dos Estados Unidos, foi eleito o próximo presidente do Chile, concorrendo contra Eduardo Frei, o candidato da atual presidente Bachelet, que detém mais de 81% de aprovação do povo chileno, os representantes da direita de todos os setores do Brasil, principalmente a direita parlamentar e executiva, engrossou fileira pondo à mostra seu grau de inteligência: o mais baixo epistemologicamente.

Ela, vendo um fio de esperança na eleição de Piñera, babou, acreditando que o mesmo poderia acontecer nas eleições de 2010 para a Presidência da República no Brasil. Lula não transferiria sua popularidade para Dilma, que perderia para o eterno (não por questões vampirescas) e único (nada de Rei Momo) candidato da direita, Serra.

Mais eis que o Instituto de Pesquisa Vox Populi publica sua última pesquisa sobre a preferência do eleitor para presidente do Brasil, e qual não é a surpresa da direitona toda fragmentada? Dilma diminui a diferença contra Serra. Dilma tem 27% da preferência do eleitorado, enquanto Serra tem 34%. Lógica da corrida eleitoral: Serra sempre teve mais de 40% por cento, e Dilma, abaixo de 10%.

Não é que se queira que a direitona seja limitada epistemologicamente, é que ela é. Como alguém vai trasladar a experiência de um povo para outro povo, se cada povo cria em si sua próprio sua realidade antropológica, econômica, política, social, estética, esportiva, religiosa, etc, o que é intransferível? Só a direita cega em sua compulsiva oralidade de poder. Ela é a nítida personagem da filosofia do Duplo, como nos enuncia o filósofo Clément Rosset. Ela percebe o real, mas desloca sua compreensão para outro lugar, dado o real lhe ser doloroso. Um lugar que não existe, já que ela se encontra exatamente aqui. No caso das eleições, diante do crescimento eleitoral de Dilma.

O filósofo Nietzsche diz que, quando se quer mudar, é preciso mudar as perspectivas. Mas a direita não ouve o filósofo alemão.

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