A violência ocorrida na véspera de Natal em Albina, área de garimpo, no Suriname, quando grupos quilombolas, chamados de “marrons”, atacaram grupos de pessoas, entre eles brasileiros que, segundo informação do padre José Virgílio, sete estão desaparecidos, além de mulheres brasileiras que foram estupradas e da destruição de moradias e objetos de estrangeiros, foi considerado pelo embaixador do Brasil em Paramaribo – capital de Suriname –, José Luiz Machado e Costa, como “atos de selvageria e de violência extrema”.

Embora a situação ainda seja tensa na região, o embaixador do Brasil afirmou que tudo está se normalizando, visto o fato de o Brasil haver sempre mantido um boa relação com o Suriname. Para José Luiz Machado e Costa, o ocorrido não diz respeito somente a brasileiros, já que é uma área delicada, em que os “marrons” não toleram estrangeiros, porque têm suas regras próprias de existência. E ali encontram-se, além de brasileiros, chineses e javaneses. O problema maior é que ali é área de garimpo ilegal, e há dificuldade para reconhecer os brasileiros, já que muitos não possuem sequer identidade.

Embora sentindo a gravidade do ocorrido, o embaixador do Brasil afirmou que não se pode confirmar que existam brasileiros entre os desaparecidos, e que o governo brasileiro está dando toda assistência às famílias das vítimas.

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