OAB CONTESTA MINISTRO JOBIM

Depois de tornada pública a posição do ministro Nelson Jobim e de comandantes militares contra a criação da Comissão da Verdade, inclusa no Programa Nacional de Direitos Humanos, Cezar Britto, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sentindo nas duas posições “pressão”, afirmou que “anistia não é amnésia”.

O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade. Anistia não é amnésia. É preciso conhecer a história para corrigir erros e ressaltar acertos. O povo que não conhece seu passado, a sua história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e de triste memória como tempos idos e não muito distantes.

Um país que se acovarda diante de sua própria história não pode ser levado a sério. O direito à verdade e à memória garantido pela Constituição não pode ser revogado por pressões ocultas ou daqueles que estão comprometidos com o passado que não se quer ver revelado.

O Brasil que está no Haiti defendendo a democracia naquele país não pode ser o país que aqui se acovarda”, afirmou Britto.

Segundo Nelson Jobim, para quem a “busca da verdade” não deve significar “revanchismo”, a criação da Comissão Especial para investigar torturas e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar – 1964-1985 –, defendida pelo ministro Paulo Vannuchi da Secretaria Especial de Direitos Humanos, teria como objetivo revogar a Lei de Anistia de 1979. O mesmo afirmam os militares.

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