GOLPE DE ESTADO EM HONDURAS MOSTRA QUE OS TIRANOS NÃO DORMEM

O Golpe de Estado praticado pelas forças armadas hondurenhas, apoiadas pela Suprema Corte e o Congresso, vem chamar atenção sobre as ameaças que ainda vivem as democracias nos territórios latinos. O que confirma que ainda não se encontram fortemente protegidas das ambições dos tiranos. Por isto ainda se respira odores fortes de ditaduras sangrentas que permaneceram décadas dominando as Américas Latinas. Daí que a atenção maior sobre a defesa das democracias deve ser desdobrada, principalmente com políticas que aproximem solidariamente os governos dos povos, verdadeiras fortalezas democráticas.

FORÇAS DO GOLPE

Apoiados no entendimento de que o plebiscito convocado pelo presidente Manuel Zelaya, para uma possível reforma política, que seria realizado no domingo passado, era inconstitucional, o grupo não titubeou: deu o golpe e se apossou do palácio presidencial, elegendo Roberto Micheletti para governante interino. Alegando que, embora tenham tomado o poder, vão manter o compromisso de realizar eleições em novembro.

Enquanto isso, a população protesta veemente e é reprimida com violência pelas forças armadas. Ao mesmo tempo que OEA, Organização dos Estados Americanos, e governantes de todo mundo repudiam a força tirânica que se instalou em Honduras. Por sua vez, os países que formam o Grupo de união de vizinhança da América Central, Nicarágua, Guatemala e El Salvador, cortaram todas as relações como o governo tirânico, impedindo qualquer contato por qualquer via.

A mesma posição tomaram todos os países da América do Sul e os Estados Unidos, levantando a tese da defesa da democracia.

De sua parte, o presidente deposto, Manuel Zelaya, promete voltar à Honduras ainda esta semana, provavelmente quinta-feira, acompanhado por representantes de organismos latinos.

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