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Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

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CHAGÃO PERGUNTA

O ‘Chagão!’ quer saber: Qual o grande artista espanhol que foi destaque dos gramados e jogou até na seleção nacional nas categorias inferiores?

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Resposta: ele mesmo, o astro do bolero pasteurizado, o Rei da Música Cafona Internacional, o primeiro de uma dinastia de bolereiros em castelhano, Julio Iglesias, já vestiu as luvas de portero do Real Madrid e andou se enxerindo para a seleção nacional. Antes, é claro, de sofrer um acidente automobilístico e receber um violão de presente da enfermeira que o tratava no hospital. Saindo de lá, impossibilitado de atuar nos gramados, resolveu encarar os palcos, e o resto é história. Quem não tem ao menos um LP ou CD de Iglesias em casa?

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CONTA OUTRA, LEONOR!

Outro aniversariante, numa semana de Pelé e Garrincha, agora o gênio gauche, na vida e na bola, indissolúveis, El Diez, El Dios, Diego Armando Maradona, quem sabe arauto de novos tempos para o selecionado argentino (ver texto abaixo). Fiorito está em festa, La Boca está em festa, o futebol, onde quer que esteja, também festeja. Feliz Cumpleaños, Che!

MARA, MARA, MARADONA!

(Chagão!)

Diego Armando, nascido a 30 de outubro de 1960, como a maior parte dos craques, num subúrbio de uma cidade grande, Villa Fiorito, em Buenos Aires. Com passagens pelo Boca Juniors, Barcelona, Napoli – onde se consagrou futebolística e politicamente, ao lado dos brasileiros Careca e Alemão – e outros clubes, Maradona, mais que um craque – um dos maiores, porque não há maior, mas singularidades – é um homem consciente da sua importância política e comunitária em seu país e no mundo. No futebol, criou uma linha de singularidade, modificou tempo e espaço, desmontou paradigmas ao discutir e questionar com razão, humor e inteligência as ingerências da FIFA. Na copa de 86, calou a boca de Havelange, que dias antes teria mandado os jogadores se calarem e jogarem, ainda que no calor do meio dia mexicano, o qual mesmo o local Hugo Sánchez não suportava. Ganhou, e ainda fez o gol mais bonito de todas as copas. Junto com Sócrates e o próprio Sánchez, El Diez peitou Havelange e Cia e ajudou a fundar o sindicato internacional dos jogadores profissionais. Quando Carlos Menem, então presidente da Argentina – e responsável pela tragédia neoliberal que atingiu aquele país – apontou o dedo para julgar Diego, este apontou ao povo e disse: “vá governar para eles, que estão passando fome”. Em sua luta aberta contra o vício, transbordou a luta dos jogadores contra o massacrante modo de existência dos jogadores do futebusinnes, transformados em operários da bola, amestrados a serviço de interesses muitas vezes escusos e que sacrificam suas vidas – por vezes literalmente – em nome de uma mentira: o entretenimento que é o vazio-significante do que é o futebol como jogo filosofante. Enquanto Pelé era referendado como atleta do século pela alta diretoria da FIFA (recompensa a anos de serviços prestados), Maradona era eleito numa votação mundial pela internet como o jogador de futebol do século XX. Jamais fez fortuna, mas conta com amigos como Fidel Castro, Hugo Chávez, Eduardo Galeano, é admirado e querido pelos torcedores napolitanos, por ter levado pela primeira vez um clube do sul da Itália às conquistas nacionais e internacionais mais importantes da Europa, quebrando a tradição econômica e o preconceito dos nortistas. Liderou protestos contra a política imperial dos EUA de Bush, e acima de tudo, não ficou preso à moralidade padronizante dos pensamentos e emoções que se quer passar como opinião pública. “Não sou exemplo para ninguém”, afirma. Não se quer como tábua moral judicativa do outro, mas como companheiro do caminho que se faz. Assim, apóia os jogadores jovens de seu país, se alegrando a cada vez que surge um novo talento, como Leo Messi, e discute com eles as questões políticas que envolvem o futebol. Sabendo que a força nada pode contra a potência criadora, enfrenta a FIFA e a própria AFA (associação argentina de futebol), em prol dos interesses dos jogadores. Maradona é craque – futebolisticamente e comunitariamente.

Quien viene allá

con la pelota en los pies

la torcida hace Ola

y está gritando Olé

Porteño de familia pobre

qui una estrella iluminó

con mucha lucha y garra

no boca juniors se consagró

y con la magia en sus pies

el mundo conquistó

Don diego, diego, diego, dieguito

Mara, mara, mara, mara, maradona

Siempre respetando los adversarios

mismo siendo del mundo campeón

cuando entra al campo

trae en la camisa, alma y corazón

siempre en la vida luchó

y siempre humilde será

y nunca negó caridad

a quien precisa ayudar

(“Maradona”, canção composta por um torcedor brasileiro)

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LINHA DE PASSE

Maradona chega ao selecionado argentino. Certamente, a notícia da semana. Mas antes de achar que é piada, uma mera tentativa de fuga da pressão por parte da AFA, ou mesmo cometer o “despautério” de comparar a contratação com o superfaturamento do Engenhão, como fez o “inteligente” jornalista Juca Kfouri, é preciso atentar para alguns detalhes: Maradona evidentemente não será responsável pelo aspecto tático da equipe. Isto ficará a cargo de Carlos Bilardo ou Sergio Batista, que comporão a equipe técnica da Albiceleste (embora aqui preferíssemos o Bianchi, El Virrey). Maradona terá, no entanto, uma função tão importante quanto: trabalhar o aspecto afetivo dos jogadores. Ele pode “funcionar” tanto como um foco de pressões, tirando a atenção midiática dos jogadores, como também sabe trabalhar e muito bem, o aspecto de jogo do futebol. Com os pibes saindo da Argentina cada vez mais cedo, não disputando sequer um Apertura ou Clausura, são estrangeiros na própria casa. Maradona sabe bem quais são as armadilhas, os desvios, as linhas de fuga, as imobilizações do futebusiness. Será mais importante, se conseguir trabalhar como quer, do que qualquer psicólogo. Ele poderá ser o phylum da equipe, o elemento que carrega o fluxo intempestivo, desestabilizando o ambiente, no sentido de produção de movimento. Maradona, com sua honestidade ética, saberá tratar com os jogadores em condição de igualdade. A autoridade que ele possui não lhe foi dada de mão beijada, mas conquistada, dentro e fora de campo. Experiência inovadora, que não tem nenhuma referência de comparação com Dunga na seleção brasileira: são pessoas diferentes, Dunga é paranóide, Maradona é esquizo; Dunga é número, Maradona é intensidade numerante. Maradona jamais abandonou o selecionado argentino e o futebol. No Brasil, os craques são esquecidos, o considerado maior de todos, Pelé, é inimigo da seleção e dos jogadores atuais, e aliado dos donos da bola, e Garrincha ri, com sua cara de garoto alegre e sapeca, d’algum lugar do limbo inferniano dantesco, da ignorância de Luis Fabiano e Anderson. Não há espaço para a amargura. Maradona pode, evidentemente, falhar, como qualquer ventura ou empreitada humana é sujeita ao caminho que se faz ao caminhar: a ventura é processual, não processo. Mas já valeu, pela dis-posição do Pibe De Oro, em tratar a Albiceleste menos como um negócio e mais como uma ventura humana. Mesmo contra os donos da bola e do céu. Boa sorte a nós!

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CAMPEONATOS NACIONAIS

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Ainda inconclusa, a trigésima-segunda rodada do Brasileirão deixou embolados acima e abaixo. Na parte dourada da tabela, fosse uma eleição, e os cinco candidatos estariam tecnicamente empatados. Abaixo, apenas dois pontos separam a beira do precipício e a Portuguesa. Quem não está na gangorra, que se contente com a Sudamericana ’09, ou pode sofrer a maldição da classe média: no afã de subir, acaba escorregando para baixo. Kléber Pereira, do Santos, estacionou nos 20 gols, e na rabeira, já enxerga Washington, do Flu, e Alex Mineiro, do Palmeiras, ambos com 18 tentos. Resultados:

32ª Rodada Série A – 29 e 30/10

Portuguesa 2 – 0 Ipatinga

Coritiba 2 – 1 Atlético/MG

Internacional 1 – 1 Náutico

Palmeiras 1 – 0 Goiás

Botafogo 1 – 2 São Paulo

Vitória 0 – 0 Flamengo

Cruzeiro 3 – 0 Grêmio

Figueirense – Fluminense

Vasco – Atlético/PR

Sport Recife – Santos

Classificação*

Grêmio  –  59

São Paulo  –  59

Cruzeiro  –  58

Palmeiras  –  58

Flamengo  –  56

Botafogo  –  49

Coritiba  – 49

Internacional  –  48

Vitória  –  45

Goiás  –  45

Sport Recife  –  41

Santos  –  39

Atlético/MG  –  38

Portuguesa  –  35

Fluminense  –  34

Figueirense  –  34

Náutico  –  33

Atlético/PR  –  31

Vasco  –  30

Ipatinga  –  28

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

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CAMPEONATOS EUROPEUS

Ligue 1 Temporada 2008-2009: Rodada 11, os cinco primeiros são: Lyon (24), Bordeaux e Toulouse (21), Marseille (20) e Le Mans (18). Resultados: Sochaux 0 – 2 Lyon, Bordeaux 4 – 0 Le Havre, PSG 0 – 1 Toulouse.

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Bundesliga 2008-2009: Rodada 10, os cinco primeiros são: Hoffenheim (22), Leverkusen (21), Hamburg (20), Bayern Munique e Hertha Berlin (18). Resultados: Bochum 1 – 3 Hoffenheim, Werder Bremen 0 – 2 Leverkusen, Hamburg 2 – 0 Stuttgart.

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Premier League 2008-2009: Rodada 10, os cinco primeiros são: Liverpool (26), Chelsea (23), Hull City, Aston Villa e Arsenal (20). Resultados: Liverpool 1 – 0 Portsmouth, Hull City 0 – 3 Chelsea, Aston Villa 3 – 2 Blackburn.

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Série A Itália Calcio 2008/2009: Rodada 09, os cinco primeiros são: Napoli e Udinese (20), Milan (19), Internazionale (18), Fiorentina (17). Resultados: Catania 0 – 2 Udinese, Napoli 3 – 0 Reggina, Milan 2 – 1 Siena.

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Eredivisie Holanda 2008/2009: Rodada 08, os cinco primeiros são: AZ Alkmaar (18), FC Twente e FC Gronigen (17), Ajax e NAC Breda (16). Resultados: Roda 0 – 2 Alkmaar, NAC Breda 0 – 1 Twente, NEC Nijmegen 2 – 2 Gronigen.

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