Um movimento nunca surge no exato momento em que suas notas-particulares passam a ser observadas e compreendidas como realidade objetiva. Esta assertiva filosófica cabe à luta dos negros no Brasil, que se manifestou como ação libertária séculos antes de 25 anos passados. Entretanto, como atividade racial engajada na pós-modernidade brasileira, conta exatamente 25 anos. Aí a assinatura política-histórica do Movimento Negro no Brasil. Aí a importância revolucionária do lançamento, hoje, do livro 25 Anos do Movimento Negro no Brasil. Obra que não testemunha apenas a luta de 25 anos dos negros isoladamente, mas apresenta, paralelamente, as transfigurações políticas e sociais do Brasil, afirmando o Movimento Negro como força profícua na construção da democracia, que agora, no governo Lula, se solidifica. O que não quer se dizer que durante estes 25 anos, os negros sempre encontraram governos dispostos a engajar-se na luta. Pelo contrário. O período Fernando Henrique foi de pouco avanço para o Movimento, e que se não fosse a própria atuação dos negros, teria estagnado.

Em suas multiplicidades discursivas, o livro conta com textos de várias pessoas envolvidas com as questões da negritude, entre elas o ministro Gilberto Gil. Com imagens-fotográficas de Januário Garcia, o livro revela os principais acontecimentos deste percurso com fatos produzidos tanto pela ação dos negros como pela ação de outras instâncias sociais em que os mesmo eram apenas coadjuvantes. Para o presidente da Fundação Zumbi dos Palmares, Zulu Araújo, o livro será importante, como elemento histórico-didático, nas pesquisas escolares, já que fará parte dos conteúdos do ensino da cultura negra no Brasil.

Uma obra mobilizadora, capaz de fundamentar a democracia como um processual continuum de modus de viver feliz em comunalidade.

OBSERVATÓRIO DO IDOSO

Em uma sociedade que tem por leitmotivprincipal a seleção, a classificação e a hierarquização para excluir aqueles que não carregam seus enunciados pragmáticos redutores, qualquer ação para fortalecer os que foram julgados ineptos para circular neste meio, é de fundamental importância. Essa a razão da criação do Observatório do Idoso, em Brasília, que tem como objetivo discutir e apresentar políticas que atinjam eficazmente este que é diretamente vitimado por esta força social perversa. O Observatório coloca em cena os direitos dos idosos de acordo com suas necessidades históricas, espaço-temporal. Do direito à saúde, à educação, o entretimento, e a proteção contra toda forma de violência, principalmente a familiar, a mais praticada e menos denunciada.

Todavia, é imprescindível que todos nós compreendamos que o que precisamos mesmo é criar uma sociedade em que os movimentos corporais e incorporais do homem não sejam definidos por uma linguagem-jurídica capaz de determinar a sua realidade sem levar em consideração sua potência contínua que o possibilita compor encontros de acordo com suas faculdades essenciais. Seu móbil ontológico, que o faz continuamente produtivo em qualquer estágio de sua existência, só estagnando na morte. E não produto da estratégia imobilizante dos incorpóreos da linguagem-jurídica, que o transforma em idoso e aposentado. Estigma excludente da sociedade paranóica. Como se houvesse uma única realidade para o homem em que a criança e o dito idoso não podem representá-la. Quando criança, ainda não é o ‘ideal’ homem. Quando idoso, já passou deste ‘ideal.’

PORTAL DO PROFESSOR

Foi inaugurado hoje pelo Ministério da Educação e já apto à consulta, o Portal do Professor, com suas múltiplas faces informáticas para que o professor possa interagir em informações de acordo com o entendimento sobre educação, escola, ensino, métodos, programas, conteúdos, etc.

O Portal, embora direcionado ao professor, pode ser acessado por qualquer pessoa interessada nas questões da educação. É a informática, para além das superfluidades, sendo usada como forma de democratização do conhecimento.