Notas Musicais

PRIMEIRA NOTA – RÉ – O prefeiturável disangélico Silas Câmara, sobre os buracos de Manaus: “Quando eu disser que um buraco precisa ser tapado, quem me conhece sabe que o primeiro que vai estar lá talvez seja eu, prefeito, com uma picareta na mão, cavando o asfalto e tapando o buraco”. Embora o humor involuntário já esteja presente abertamente na fala, é preciso extrair dois enunciados que saltam. 1) o “talvez”, que pode indicar que o apocalíptico Silas não tem tanta confiança que será prefeito, o que para o marketing eleitoral é pecado mortal, ou; 2) que “talvez” seja ele o primeiro a estar lá. Se for o primeiro, com picareta e cavando o asfalto, quando o segundo chegar, encontrará outro buraco para tapar, feito pela picareta do prefeito, que para tapar um, abriu outro. Talvez, porque se ele não for o primeiro, pode ser o último, mas então empata com o atual, que só chega na obra a tempo de inaugurá-la. As casinhas de saúde que o digam. E aí, como fica, Serafim?

SEGUNDA NOTA – SOL – Frase do Deputado Sinésio Campos sobre eventual candidatura do PT à prefeitura de Manaus: “Nenhuma discussão de candidatura dentro do PT pode ser feita hoje sem o meu nome”. Estaria Sinésio falando como presidente regional do partido (que ainda não é)? O enunciado remete à apropriação. Mesmo que queira, Sinésio não reduz o PT à pequenez da subserviência ao governo do Estado. Mas o projeto de partido que ele apóia passa por uma candidatura a vice do até então candidato a candidato do governador Braga: Omar Aziz. O problema é que Omar, embora não se saiba suas preferências futebolísticas, carrega o mesmo signo que o Vasco da Gama adquiriu nos anos 90: eterno vice. Omar é vice-governador, já foi suplente e vice-prefeito. Nunca foi eleito como titular. Pela lógica, Sinésio vice de Omar é levar o PT ao incômodo cargo de Vice do Vice. E aí, como fica, PT Oh, My Darling!?

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