As enunciações deste plano linhas-poiéticas filosóficas, não carregam conteúdos programáticos como técnicas e estratégias dos planos de organização e desenvolvimento dos discursos determinados como modelos de conhecimento padrão, mas potências constitutivas, elementos quânticos mutantes e fluxos desterritorializantes. Prática educacional afetiva/cognitiva. Processual filosófico que embora transite pelos sistemas e doutrinas filosóficas da história da filosofia como filosofia grega, Medieval, moderna e contemporânea, se fundamenta precipuamente como uma prática ontológica-poiética construtora de novas formas de existências. Em síntese, trata-se de um plano de produção e não de representação (conceitos filosóficos históricos) e interpretação (raciocínio interpretativo destes mesmos conceitos): pôr o já posto. A ilusão filosofrástica da confirmação do modelo imagem do conhecimento, o espírito dos cursos tradicionais de filosofia onde a memória, como suporte do saber imóvel, é a faculdade privilegiada.

Lembramos que este plano linhas-poiéticas, transporta rastros da Escola de Filosofia Constitutiva (para alguns, Escola Livre de Filosofia) que a AFIN inicia este ano gratuitamente.

Dúvidas e discussões sobre o plano podem ser colocadas nos comentários, que serão respondidas.

“Pensar é experimentar, não interpretar, mas experimentar, e a experimentação é sempre o atual, o nascente, o novo, o que está em vias de se fazer. A história não é experimentação; é apenas o conjunto das condições quase negativas que possibilitam a experimentação de algo que escapa à história. Sem a história, aexperimentação permaneceria indeterminada, incondicionada, mas a experimentação não é histórica, é filosófica”.

Gilles Deleuze

I – UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS FILOSÓFICA

Porque a filosofia não é amor a sabedoria e nem a ciência das causas primeira e dos últimos fins.

A filosofia não tem origem.

A cartografia itinerante da filosofia: Devir.

O nomadismo filosófico apanhado pelos gregos.

O agenciamento maquínico filosófico: território, estado de coisa, enunciação e desterritorialização.

A filosofia e o Estado grego: a imobilização do pensamento como revelação do novo.

O pensamento grego como enunciação de comando: Sócrates,Platão e Aristóteles.

O desdobramento histórico da enunciação de comando dos gregos: Thomas de Aquino, Agostinho, Rousseau, Descartes, Kant e Hegel.

Filosofia e Linguagem: Semiótica Arborecente e Semiótica Rizomática.

Linguagem e Conhecimento.

II – UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS POLÍTICA

A Potência.

A Polis potência política grega: imanência, amizade e opinião.

A cidade plano de imanência política: território social da visibilidade prática.

Construção da enunciação coletiva.

Spinoza e a Substância: O que é em si e por si mesmo concebido.

Spinoza e o Conatus: o esforço para aumentar a potência de agir – afetos alegres.

Spinoza e a paixão constituinte da multitudo.

Maquiavel e a Virtù.

Nietzsche e a Vontade de Poder.

O Niilismo contra a Vida.

A Potência democracia constitutiva.

A produção comunalidade do Direito Civil.

O Estado burguês.

O Estado Absoluto de Hegel.

A democracia representativa.

A Potência democrática e o socialismo.

A democracia representativa e o capitalismo.

A produção da consciência social.

O trabalho.

A força de trabalho poiético e o trabalho alienado.

A Potência e o Neoliberalismo.

Ciência e Economia de Mercado.

Tecnologia Virtual e pós-modernidade.

III- UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS ÉTICA

Ética como modos de ser.

A Ética grega.

A Moral socrática.

O homem animal racional de Aristóteles e a Moral dos atos úteis e dos fins transcendentes.

A Moral teológica-metafísica do Cristianismo de São Paulo.

As diferenças entre a Ética e a Moral.

Ética de Epicuro.

A Ética de Lucrécio.

Spinoza, a Ética como a arte de compor bons encontros.

As Afecções.

Os Afetos alegres e os afetos tristes.

O aumento e a diminuição da potência de agir.

Nietzsche, e a moral niilista: o ressentimento, a má consciência e o ideal ascético.

A Ética socialista.

A Moral capitalista.

IV – UNIDADE

LINHA-POIÉTICA — A PRÁXIS ESTÉTICA

Estética social: sensibilidade das experiências possíveis.

Os territórios urbanos: espaços construídos.

Corpos materiais e imateriais interpeladores: arquitetura, estilo, funcionalidade, história.

A cidade subjetividade produtora de afetos alegres e tristes.

A Opinião Pública produtora de novas formas de saberes e dizeres.

A administração pública como subjetividade transdisciplinar.

A poiesis comunalidade e a impossibilidade da administração tirânica.

A inteligência coletiva.

As cartografias de desejos do Hiper-Corpo-Virtual.

A Ecosofia.

As artes: manifestações na superfície da experiência real.

Alienação dos sentidos e da cognição.

A “arte” mercadoria da sociedade de consumo.

A estética da linguagem virtual.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

O Que é a Filosofia – Gilles Deleuze e Félix Guattari.

Mil Platôs- volumes I, II e IV – ________________

Diferença e Repetição – Gilles Deleuze.

Bergsonismo – ___________________________

Ensaios Sofísticos – Barbara Cassin

Espinosa – Filosofia Prática – _________________

Cinema I – A Imagem-Movimento – _____________

Cinema II – A Imagem-Tempo – _______________

O Inconsciente Maquínico- Ensaios de Esquizo-Análise – Félix Guattari.

Caosmose – __________________________________________

As Três Ecologias – _____________________________________

A Condição Humana – Hannah Arendt

Antologia de Textos – Epicuro.

O Epicurismo – Jean Brun.

Da Natureza – Tito Lucrécio Caro.

A Filosofia da Época Trágica dos Gregos – Nietzsche.

A Origem da Tragédia – ______________________

O Anticristo – _____________________________

A Gaia Ciência – ____________________________

Aurora – __________________________________

Genealogia da Moral – _______________________

Considerações Intempestivas – ________________

O Nascimento da Física no Texto de Lucrécio – Michel Serres.

A Anti Natureza- Elementos para uma Filosofia Trágica – Clément Rosset.

Tratado da Correção do Intelecto – Spinoza.

Ética – _____________________________

Tratado Teológico-Político – ____________

Tratado Político – ____________________

Leviatã o Ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil – Hobbes.

O Príncipe – Maquiavel.

Contribuição À Crítica da Economia Política – Karl Marx.

Manuscritos Econômico-Filosóficos – _______________

Matéria a Memória – Ensaio sobre a Relação do Corpo com o Espírito – Bergson.

Duração e Simultaneidade – ____________________________________

O Pensamento e o Movente-____________________________________

Anomalia Selvagem – Poder e Potência em Spinoza – Antonio Negri.

O Poder Constituinte – Ensaio sobre as Alternativas Modernas – ____

Trabalho Imaterial – Antonio Negri e Maurizio Lazzarato.

O que Vemos, O que nos Olha – Georges Didi-Huberman.

As Tecnologias da Inteligência – Pierre Lévy.

O que é o Virtual – ____________________

A Conexão Planetária – ________________

O Espaço Crítico – Paul Virilio.

Guerra e Cinema – __________

A Máquina de Visão – __________

O Teatro e Seu Duplo – Antonin Artaud.

O Teatro Político – Piscator.

O Teatro Dialético – Brecht.